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Brasileirão sem estádios

Luiz Prosperi

18 de maio de 2011 | 21h37

O Campeonato Brasileiro começa neste sábado com muitas atrações e sem estádios. Os clubes paulistas, por exemplo, jogarão no Morumbi (São Paulo) e Pacaembu (Corinthians e Palmeiras). Até mesmo o Santos, que tem a Vila Belmiro como casa, vai mandar algumas partidas na Capital. Sobrecarga no velho Paca.

Nem mesmo a Arena Barueri estará à disposição dos grandes de São Paulo. O Grêmio Prudente voltou a ser Grêmio Barueri e vai usar seu estádio na Série B do Campeonato Brasileiro.

No Rio, sem o Maracanã, sobram apenas o Engenhão e São Januário, de uso exclusivo do Vasco. Nos grandes jogos, o Vasco pode usar o Engenhão. Flamengo e Fluminense ainda podem se socorrer com as pequenas arenas na cidades do interior do Rio. Que dureza! O Engenhão sofrerá um duro castigo com excesso de jogos.

Minas, sem o Mineirão, vai sobrecarrergar a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Faltam estádios decentes para Atlético-MG, Cruzeiro e agora o América-MG, que subiu à Série A. Os acanhados campinhos do Interior não estão à altura dos grandes clubes mineiros.

No Sul, em breve, o Internacional vai ter de procurar outra arena. O Beira-Rio deve ser fechado para obras de modernização tendo em vista a Copa do Mundo de 2014. Impossível o Inter mandar seus jogos no Olímpico, a casa do Grêmio.

No Paraná, outro problema. Logo, logo, a Arena da Baixada entrará em obras para o Mundial. Assim, o Atlético-PR também terá de procurar outra freguesia.

O Bahia, acostumado a arrastar multidões, não terá a Fonte Nova, implodida para dar lugar a um novo estádio da Copa de 2014. O jeito é se instalar no Pituaçu, para pouco mais de 20 mil pessoas. E o Ceará, outro time de massa no Nordeste, também não vai poder usar o Castelão, que já passa por reformas para receber o Mundial.

Esta história do Brasileirão sem estádios em 2011 vai se repetir em 2012, 2013…

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