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CBF e Globo podem acabar com jogos às 22h

Preocupada com a imagem ruim, CBF estuda mudanças nos horários dos jogos com aval da Globo, que sofre queda de audiências

Luiz Prosperi

22 de maio de 2015 | 20h03

Globo, CBF e clubes discutem uma nova grande de horários dos jogos do Campeonato Brasileiro transmitidos pela televisão. As mudanças, se aprovadas, deverão ocorrer depois da Copa América, de 12 de junho a 4 de julho, no Chile.

As alterações dos horários atendem aos interesses das três partes. A Globo admite rever o jogo das 22h, às quartas-feiras, e até incluir novas opções de partidas durante a semana. O que incomoda a emissora é a queda de audiência dos jogos noturnos, que devem cair ainda mais com Corinthians e São Paulo fora da fase decisiva da Copa Libertadores.

Antes irredutível com as mudanças, a Globo, segundo fontes da CBF, pode ceder em alguns pontos. Dona dos direitos de transmissão do Brasileirão e com contratos individuais com os clubes, a rede tem demonstrado boa vontade nas reuniões.

A Globo, por exemplo, não se opôs ao novo horário de jogos às 11h aos domingos, em princípio destinado aos canais por assinatura ou pay-per-view, que a CBF apresentou como uma grande novidade do Brasileirão-2015.

Do lado dos clubes, a maioria entende que os jogos noturnos às 22h têm pouco apelo de bilheteria, além, é claro, de penalizar o torcedor que vai aos estádios.

E, fechando as partes interessadas, a CBF é que mais espera lucrar com as eventuais mudanças nos horários. Os lucros, aqui, não são financeiros e sim de aprovação popular. Desde que assumiu o comando da entidade, em abril, Marco Polo Del Nero tem se esforçado para mudar a imagem da CBF.

Del Nero e seus assessores (a maioria políticos de gabinete) têm certeza que o fim do horário das 22h às quartas-feiras pode ser uma grande vitória da CBF. Mas, como toda essa discussão envolve quantias consideráveis de dinheiro, as mudanças podem ficar para 2016.

A Globo e parceiras distribuíram R$ 1,12 bilhão em direitos de transmissão a 19 clubes em 2014. O Flamengo ficou com a maior receita, R$ 115,1 milhões. E o Figueirense, com a menor, R$ 18,5 milhões.

Veja a tabela de porcentagem que cada clube tem direito ao total de dinheiro dividido pela Globo:

Corinthians 10%
Flamengo 10%
Palmeiras 7%
São Paulo 7%
Atlético-MG 7%
Cruzeiro 6%
Vasco 6%
Santos 5%
Fluminense 5%
Grêmio 5%
Internacional 5%
Bahia 4%
Botafogo 4%
Atlético-PR 3%
Coritiba 3%
Criciúma 3%
Goiás 3%
Vitória 3%
Figueirense 2%

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