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Clima de guerra no futebol de domingo

Luiz Prosperi

28 de fevereiro de 2015 | 15h17

Futebol era uma antítese ao mundo das guerras. Ir aos estádios era uma busca de prazer, de paz e cuspir os demônios internos para lavar a alma. Se saía das arenas refestelado com a vitória ou chateado com a derrota. A vida continuava sem problemas depois do domingo.

Ainda é assim em alguns lugares onde o jogo da bola arrasta multidões sem grandes encrencas.
Infelizmente, neste fim de semana no Brasil, o medo vem antes do prazer. Quem tem alguma dúvida, basta dar uma olhada no efetivo das forças de seguranças que será usado em três clássicos (campeonatos carioca, gaúcho e baiano) e em dois jogos no Paulistão (Corinthians x Mogi, Santos x Linense).

Sabe quantos homens vão compor o exército contra a violência nesses cinco jogos? Anota aí: cerca de 2,5 mil agentes, entre PMs, seguranças, guardas municipais, bombeiros e outros fardados. Um acinte.

Botafogo x Flamengo no bom Maraca terá acompanhamento de 1,2 mil homens encarregados de manter a ordem. Teremos ainda cerca de 350 em Salvador de olho no Vitória x Bahia no Barradão. Para o Gre-Nal no Beira-Rio o contingente alcança a casa dos 500 policiais.

Em São Paulo, mesmo com dois jogos separados por quilômetros de distância – Corinthians x Mogi, 16h, na Arena em Itaquera; e Santos x Linense, 18h30, no Pacaembu –, a PM paulistana vai ocupar as ruas nas imediações dos dois estádios e estações de trens e metrôs com um efetivo na casa dos 300 policiais.

Não custa insistir, o futebol brasileiro, assim como em rincões civilizados da Europa, perdeu a batalha contra a violência. Saem os torcedores, entram os bárbaros.

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