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Clubes derrotam a CBF e podem tomar o poder

Entidade se enfraquece e abre caminho para uma revolução no futebol brasileiro

Luiz Prosperi

28 de janeiro de 2016 | 20h52

A CBF implodiu ao voltar atrás no veto à Liga Sul-Minas-Rio criada pelos clubes. Diante do sucesso dos jogos na primeira rodada  – 30 mil torcedores no Mineirão para ver Atlético-MG e Flamengo, nesta quarta-feira – e da enorme repercussão negativa à política autoritária de não reconhecer a Liga, a entidade se recolheu de medo.

Por meio de um comunicado oficial, sem assinatura de seu presidente de plantão, no caso o Coronel Nunes, a CBF não só permitiu a realização dos jogos da Liga como também garantiu o aval das federações estaduais. Passou por cima da Federação Carioca, do presidente Rubens Lopes, uma das mais ferrenhas opositoras à Liga.

Com este recuo, a CBF se enfraquece ainda mais e abre um caminho aos clubes para, de fato, assumirem o comando do futebol brasileiro. Basta aos dirigentes criarem vergonha e se unirem em busca de uma nova ordem.

O problema é que os clubes, reféns das cotas das federações, não têm coragem suficiente para dar início à revolução. Se continuarem omissos, podem perder o bonde da história.

Nos bastidores do futebol brasileiro, Del Nero já está descartado e aguarda ser banido pela Fifa. Ricardo Teixeira, outro contumaz frequentador do poder, disse a esse blogueiro que não pretende voltar ao futebol.

“Se eu quisesse poder, estava sentado na cadeira. Eu não estou sentado na cadeira”, disse Teixeira.

Mas há interessados em assumir o trono. Ronaldo Fenômeno é um dos mais animados a comandar a CBF. Entre dirigentes de clubes, Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, é candidato, mesmo longe de ser unanimidade. Até o empresário Abílio Diniz é cotado.

Seja quem for o candidato, a CBF está à deriva. E os clubes, fortalecidos. A hora é essa. Quem se habilita?

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