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Corinthians e Santos em apuros

Luiz Prosperi

10 de abril de 2011 | 20h43

A derrota (2 a 1) do Corinthians diante do São Caetano, neste domingo, no Pacaembu, deixa claro que o time é fraco e não vai suportar o Campeonato Brasileiro se não buscar reforços pontuais.

Há carências nos setores vitais da equipe. Só Adriano não vai resolver. Único clube dos grandes do futebol paulista que não tem competições no meio de semana, o time treina, treina e pouco produz – um sinal evidente de que falta qualidade no grupo de Tite.

Os dirigentes patinam. De nada adianta fortalecer o ataque se os laterais são fracos e a zaga dá sinais de fadiga. Nem mesmo a desculpa de que é preciso concentrar esforços na construção do Itaquerão acalma a torcida. A exibição de ontem expôs a fragilidade do time. Futuro sombrio.

Muito da situação crítica do Santos na Libertadores passa pelo deslumbramento do presidente Luís Álvaro Ribeiro. O dirigente fez tudo errado apostando apenas na qualidade de seus jogadores. Imaginou que Neymar, Ganso, Elano e os coadjuvantes teriam estofo para resolver os jogos sem um técnico de verdade no banco.

Quando Luís Álvaro acordou, o brejo estava logo ali. Muricy Ramalho chegou para colocar a casa em ordem no momento em que o Santos tem de vencer os dois jogos (Cerro Porteño e Deportivo Tachira)para continuar vivo na Libertadores. Pode ser tarde.

Outro detalhe: Neymar não pode ter livre arbítrio para fazer o que bem entender, dentro e fora de campo.

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