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Corinthians mentiu para Tite e iludiu Mano

Treinadores caíram no conto do vigário de que o Corinthians estava acima do bem e do mal.

Luiz Prosperi

19 de junho de 2015 | 00h52

Corinthians sem torcida é nada, sem transparência é pior ainda. Por isso o time não ganhou nada neste ano e patinou na Libertadores ainda inebriado com a conquista de 2013.

Veja o que a diretoria corintiana fez nos últimos três anos sem pudor nenhum. Primeiro, iludiu Mano Menezes prometendo ao treinador um time de ponta. Mano até contou com alguns expoentes, mas foi obrigado a esconder de todo mundo que não recebia salários há seis meses.

Trabalhou 180 dias sem receber. Foi alvo de críticas por não deixar o time no prumo. E mesmo assim levou o Corinthians a uma vaga na Libertadores de 2015. Passado quase um ano da façanha, ainda não recebeu um níquel da dívida colossal do Corinthtians.

Agora vamos ao Tite, outro bobo da corte. Teve a garantia dos dirigentes – da gestão anterior e da que assumiu o clube em fevereiro – de que teria um time forte, com qualidade de disputar títulos. Tite seria o mentor de um Corinthians campeão.

Só não avisaram ao Tite, se é que não avisaram, de que o clube estava quebrado. Portanto, não havia meios de sustentar o grupo de jogadores que ele recebeu, a maioria de campeões do mundo.

Tite ficou perdido no meio da estrada. Viu, inerte, jogadores de peso irem embora. Não teve voz ativa em nenhum negócio. Viu esfarelar o seu projeto. Quando acordou, percebeu que estava em uma pequena ilha cercada de tubarões. Seu salva-vidas, como Guerrero, Emerson e Danilo, já cantavam em outra freguesia.

Desde 2013 o Corinthans não sai do seu lugar. Mano e Tite são reféns de uma política burra do clube.

 

 

 

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