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Corinthians, uma grande ilusão

Time de Tite não encanta na Libertadores e no Paulistão

Luiz Prosperi

22 de abril de 2015 | 23h52

Aclamado como o melhor time do Brasil neste início de temporada, o Corinthians nega fogo. Caiu dentro de sua fortaleza no Campeonato Paulista eliminado pelo Palmeiras e não consegue manter acesa a chama na Libertadores.
A derrota para o São Paulo nesta quarta-feira escancara os pontos fracos do time e coloca em discussão a estratégia tática de Tite, outro muito badalado antes da hora.

No Paulistão derrotou (1 a 0) o São Paulo no Morumbi com uma forte retranca, depois da expulsão de Gil. Bateu (1 a 0) o Palmeiras no Allianz Parque com o presente de Victor Hugo, sem abdicar da retranca também ao ter Cassio expulso.

Empatou (1 a 1) com o Santos em casa, depois de um intenso bombardeio no primeiro tempo em cima dos santistas e um Deus nos acuda no segundo para não levar a virada do time de Robinho. E sofreu contra a Ponte Preta nas quartas de final do Paulistão ao vencer por 1 a 0.

Resumo da ópera: nos grandes jogos do Paulistão não encantou. Fez um joguinho miúdo, sempre apostando no poder de marcação e nas boas tramas no contra-ataque, seguindo os ideais de Tite.

Na Libertadores, foi bem diante do Once Caldas. Fez o que quis do Danubio, como todos da chave fizeram. Escapou de boas do San Lorenzo, em Buenos Aires, quando saiu premiado com a vitória por 1 a 0. Em casa, ficou no empate suado contra o mesmo San Lorenzo.

Resumo da ópera: só jogou bem na estreia na Libertadores quando amassou o São Paulo na Arena em Itaquera.

Outro bom tema para discussão e alerta aos corintianos: a força do elenco. Outra farsa. Vejamos:

Quando perdeu Guerrero, tombado pela dengue, percebeu que não tinha bons reservas. Vagner Love entrou e negou fogo. Emerson Sheik repete a história de sempre com expulsões bizarras e poucos gols. Sai Sheik entra o irregular Mendoza. Não tem um reserva de alto quilate para substituir Elias, o motorzinho do time. Quando tudo parece perdido, chama o velhinho Danilo, o messias das horas difíceis.

O Corinthians até aqui tem sido mais uma ilusão do que uma verdade.

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