As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Corintianos e vascaínos sem causa

Luiz Prosperi

26 de agosto de 2013 | 14h11

As imagens da televisão não deixam dúvidas. Todos os envolvidos na batalha entre corintianos e vascaínos neste domingo no Mané Garrincha podem ser perfeitamente identificados. Basta examinar as imagens em câmera lenta. Depois é só pegar a ficha de cada um, com base em uma ação judicial, nos cadastros das torcidas organizadas e estabelecer a punição.

Todos deveriam ser banidos dos estádios. Jamais teriam acesso às arquibancadas para o resto de suas vidas. A Polícia Militar de Brasília deveria também mover uma ação contra os vândalos porque não cumpriram um acordo firmado em reunião entre a PM, Ministério Público do DF e os líderes das facções. E mais: os responsáveis pela administração do estádio Mané Garrincha deveriam entrar com uma ação na Justiça reclamando perdas e danos com a batalha.

Medidas simples que poderiam pelo menos dar um recado aos torcedores das organizadas de que um estádio de futebol é para gente civilizada.

Nada disso vai acontecer. Alguns raros detidos com a batalha no Mané Garrincha já prestaram seus depoimentos e foram liberados.

Muitos dos pais que levaram seus filhos, até de colo, ao estádio em Brasília não deverão mais frequentar estádios. Aliás, essa é uma estratégia das organizadas que provocam o caos para intimidar o torcedor comum a ficar longe das arenas para que eles (das facções) tenham o controle total dos estádios. Um coliseu à disposição de gladiadores sem causa e sem futuro.

 

PARA LEMBRAR

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: