Crise do São Paulo pode prejudicar Doriva
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Crise do São Paulo pode prejudicar Doriva

Treinador vai a campo pressionado a conquistar bons resultados para não se contaminar com os desmandos do clube

Luiz Prosperi

12 de outubro de 2015 | 21h11

Doriva tem uma dura missão pela frente a partir do jogo contra o Fluminense nesta quarta-feira no Rio. Primeiro, tem de sustentar o São Paulo na briga por vaga no G-4 do Brasileirão 2015. E levar o time à final da Copa do Brasil no confronto com o Santos nas semifinais.

Não seria assim um desafio não fosse pela lama que escorre do comando do clube com força para atolar o time dentro de campo. Ainda um aprendiz na profissão, apesar dos dois títulos estaduais (paulista com o Ituano e carioca com o Vasco), Doriva vai ter de conviver com essa crise política e fazer de tudo para não contaminar os vestiários.

dorivva

Que jeito? Só treinador pode responder. De nada adianta ter respaldo dos jogadores e das lideranças no grupo. Muito menos se escorar no fato de que não tem nada com isso e quando chegou a desgraça já estava no ar. É preciso ser frio e ao mesmo tempo não precisar dos serviços dos dirigentes, em nenhuma hipótese.

O problema é como se desvencilhar dos cartolas nesta reta final das competições quando os bastidores fervem e denúncias de favorecimento a este ou aquele clube costumam dominar os jogos.

A quem Doriva deve recorrer? Quem é neste momento o homem forte do São Paulo no futebol? Quem vai pagar os “bichos” aos jogadores nas vitórias definitivas? Quem vai peitar a CBF em caso de problemas com a arbitragem? Quem vai cuidar da logística de um jogo decisivo na casa do adversário?

E a questão mais instigante: quem vai garantir a permanência de Doriva no caso de resultados ruins e derrotas comprometedoras?

O São Paulo está sem comando. Doriva que se cuide. E a torcida que pague a conta.

 

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