As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Cruzeiro pode e deve acionar a Fifa contra o racismo

Luiz Prosperi

13 de fevereiro de 2014 | 11h31

A Fifa tem mecanismos de sobra para punir clubes e torcedores por atos de racismo. Em maio de 2013, a entidade criou uma Força-Tarefa para atacar e punir os responsáveis pela discriminação racial nos estádios. Basta aplicar a lei.

É o caso agora dos torcedores do Real Garcilaso, do Peru, que hostilizaram Tinga, volante do Cruzeiro, na partida desta quarta-feira pela fase de grupos da Libertadores. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) já deveria ter punido o clube peruano. E a Fifa, de imediato, já deveria ter advertido a Conmebol para tomar providências urgentes.

Mas, como o futebol sul-americano, parece, tem leis próprias, as decisões devem se arrastar. CBF, Federação Mineira, Cruzeiro, clubes brasileiros, Bom Senso FC e o governo federal têm de cobrar e agir contra os que humilharam Tinga. Urgente.

Veja o que disse a Fifa sobre racismo em maio de 2013:

“A força-tarefa fez as seguintes propostas, que serão incluídas em um projeto de resolução a ser apresentado no Congresso da FIFA nas Ilhas Maurício no final de maio:

– Em primeiro lugar, ter um funcionário no estádio que possa identificar possíveis atos de discriminação, com o objetivo de aliviar a pressão sobre os árbitros e facilitar a disponibilidade de provas, o que nem sempre é fácil de obter, para os comitês disciplinares tomarem decisões;

– Em segundo lugar, a aplicação de punições em duas etapas, com uma lista de punições aplicáveis para um delito menor ou primário, como uma advertência, uma multa ou um jogo a portas fechadas, e uma lista de punições mais fortes para reincidências ou casos graves, como perda de pontos, desclassificação de um torneio ou rebaixamento;

– Em terceiro lugar, ênfase na responsabilidade das federações e clubes com relação às ações dos seus jogadores, funcionários e torcedores e na necessidade de implantar as punições existentes de uma forma harmonizada em todas as confederações, federações afiliadas e ligas, com uma proposta para que todos os clubes e federações afiliadas forneçam um plano de ação concreto, demonstrando a intenção de lutar contra todas as formas de racismo e discriminação entre os torcedores.”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.