As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Demissão de Oswaldo enfraquece presidente do Palmeiras

Paulo Nobre cede aos apelos do gerente Alexandre Mattos que espera fazer de Marcelo Oliveira novo técnico do Palestra

Luiz Prosperi

09 de junho de 2015 | 21h20

Paulo Nobre não aprende. Prefere ceder à pressão de seu colegiado a sustentar suas ideias no Palmeiras. Não por acaso, já trocou quatro treinadores desde que assumiu o clube em 2013. A continuar refém do seu entorno, pode pagar caro no fim do ano com outra campanha pífia do time no Brasileirão.

A história começa com o técnico Gilson Kleina, contratado na gestão anterior – o presidente era Arnaldo Tirone. Abraçou Kleina atendendo aos argumentos de José Carlos Brunoro, então homem forte de Nobre no comando do futebol. Kleina foi um fiasco no Paulistão de 2013, foi eliminado na Libertadores pelo Tijuana e fez campanha correta na Série B.

Kleina ainda esteve perto de ser campeão paulista em 2014. Não conseguiu e, por imposição de Brunoro, ficou para o Brasileirão. Não resistiu a seis rodadas, sendo substituído pelo interino Alberto Valentim.

Quando Kleina caiu, Nobre queria Vanderlei Luxemburgo. Brunoro agiu mais uma vez e o eleito foi o argentino Ricardo Gareca. O gringo não passou de nove jogos no comando do time. Nobre pensou mais uma vez em Luxemburgo. Brunoro disse não. A opção foi por Dorival Júnior, de identidade (?) com o Palmeiras por ter jogado no clube e ser sobrinho do lendário Dudu.

Dorival quase afundou com o time se salvando na última rodada do rebaixamento para a Série B no campeonato de 2014. Dessa vez, Nobre agiu por contra própria. Despachou Dorival e Brunoro ao mesmo tempo. E foi buscar Oswaldo de Oliveira, técnico vencedor, de excelente currículo e barato diante dos salários dos técnicos top do País.

Oswaldo desembarcou no Palmeiras antes da chegada de Alexandre Mattos, o “messias” do Cruzeiro. Mattos enfileirou uma contratação atrás da outra imaginando que em quatro meses, nem isso, Oswaldo pudesse formar um time campeão. Chegou quase lá no Paulistão e vinha trôpego nas seis primeiras rodadas do Brasileirão.

Nobre não queria demitir Oswaldo. Mattos, queria. E ficou ainda mais animado quando Marcelo Oliveira caiu no Cruzeiro na semana passada. Nobre, mais uma vez cedeu ao seu homem forte e colegiado. Mandou Oswaldo às favas. E dessa vez nem foi possível sonhar com Luxemburgo, contratado às pressas pelo Cruzeiro.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.