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Dependência de Neymar

Luiz Prosperi

26 de maio de 2011 | 16h34

A dependência do Santos ao futebol de Neymar chega a incomodar. O time gira, gira, e tudo acaba nos pés do craque precoce. Tem sido assim nos últimos e decisivos jogos na Libertadores e na fase final do Campeonato Paulista.

Desde que assumiu o comando da equipe, Muricy recebe elogios pela nova postura do Santos. Dizem que agora está mais organizado, que a defesa está bem protegida. O sistema defensivo anda imaculado. Até aí, nenhuma vírgula contra.

O problema é dali para frente. Sem Paulo Henrique Ganso, ninguém arma. Elano não é este jogador. Quase ninguém pensa o jogo. Então sobra tudo para Neymar resolver. O moleque endiabrado tem feito a diferença, apesar de ter a companhia de um poste, diria Zé Eduardo, na zona de gol.

Muricy argumenta que Zé Eduardo é importante pelo seu porte físico na briga para segurar os zagueiros. E por isso mesmo não escala Maikon Leite, rápido, mas de baixa estatura. O Barcelona não tem nenhum grandão na linha de frente e se vira muito bem com a turma de baixinhos (Iniesta, Xavi, Messi, Villa…).

O treinador do Santos tem lá sua razões. A encrenca é que, sejam quais forem as explicações, a dependência de Neymar é absurda. Tem mais um detalhe: o menino leva uma bordoada atrás da outra. Enverga mas não quebra.

Uma hora dessa, um valentão vai quebrar Neymar. E aí como o Santos vai se virar?

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