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Dias de Tolima

Luiz Prosperi

13 de maio de 2011 | 00h28

A Copa do Brasil de 2011 serve como lição para os grandes clubes. Um a um eles caíram no meio do caminho. Na maioria das vezes com certos vexames. Casos de Palmeiras, Flamengo e o São Paulo.

Treinadores experientes, de vasta quilometragem, como Luiz Felipe Scolari, Vanderlei Luxemburgo e Paulo César Carpegiani, foram surrados por aprendizes como Marcelo Oliveira, Vagner Mancini e Paulo Silas, emergentes que ainda têm de remar muito para subir contra a correnteza.

Faltou aos técnicos consagrados um olhar mais apurado aos adversários na Copa do Brasil. Eles imaginaram que poderiam fazer valer a força e a tradição dos clubes que dirigem. Puro engano. Não se prepararam para enfrentar times de pouco peso e por isso pagaram caro.

Para falar a verdade, nenhum desses treinadores tinha à disposição um grupo de jogadores acima da média. Com algumas exceções, a maioria está na média dos elencos dos clubes pequenos. O problema é que os dirigentes, com certa cumplicidade dos técnicos, imaginam que têm um time forte. Balela!

Basta ver para quem Palmeiras, São Paulo e Flamengo perderam. É como diz um gaiato da esquina: “Todos os grandes clubes tiveram o seu dia de Tolima nesta temporada.”

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