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Discurso vazio no futebol paulista

Luiz Prosperi

15 de março de 2014 | 15h15

Veja como o futebol brasileiro está vazio. A grande discussão desse fim de semana é se o São Paulo vai entregar o jogo para o Ituano e, por tabela, prejudicar o Corinthians. Uma chatice sem emoção e um assunto de entediar um monge.

Não seria mais interessante bater pesado em que imaginou essa ridícula fórmula de disputa do Campeonato Paulista? O regulamento é tão obscuro que até os mais fanáticos pelos Estaduais não encontram argumentos para defender a causa da Federação Paulista, mentora do campeonato com a extrema cumplicidade dos clubes. Não por acaso, a média de público beira aos 5 mil pagantes por jogo.

Apesar da mediocridade quase geral, vale ressaltar algumas novidades como Jadson no Corinthians e esse garoto Luciano, com ambição de craque. A reinvenção do Palmeiras, mesmo diante da burocracia de Gilson Kleina e sua prancheta da aplicação. Alguns repentes de Ganso e a volta da eficiência de Luis Fabiano. E, melhor, o apetite goleador do Santos de Oswaldo de Oliveira.

São pratos quentes servidos na mesa fria do Paulistão que não alimenta a fome dos torcedores, ávidos por novidades no futebol e já descrentes de que um dia a violência, racismo e a desorganização possam ser erradicadas dos estádios.

Quando este domingo acabar é bem provável que a discussão da entrega do jogo ou não por parte do São Paulo tenha se esfarelado. Não há quem suporte tamanha falta de assunto. O futebol merece um tratamento mais sério.

Que tal se debruçar nos jogos da Liga dos Campeões da Europa, como na quarta-feira quando o Camp Nou deu um show de apego ao jogo de bola recompensado pelo que mostraram Barcelona e Manchester City.

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