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Douglas derruba Mano

Luiz Prosperi

17 de novembro de 2010 | 21h28

Muricy Ramalho ensinou um dia que a bola pune. Não adianta insistir contra a coerência do futebol. Mano Menezes tentou contrariar os mandamentos da bola ao convocar, sabe lá a razão, o tal de Douglas para o amistoso Brasil e Argentina. Douglas tem até um certo talento no trato da redonda. Mas não tem estofo para envergar a sagrada amarelinha.

Mano não levou nada disso em consideração. Como se ninguém fosse prestar atenção, enfiou Douglas na lista dos 22 convocados para o amistoso e ficou ali esperando um descuido da plateia para colocar o meia do Grêmio no jogo.

Que mancada! Tirou Ronaldinho Gaúcho, justo ele que voltava à Seleção, e deu a chance ao tal Douglas. Aí, a bola, com ar de vingadora, se encarregou de escrever o capítulo final. Ela escapou dos pés de Douglas e os gringos a entregaram para Messi. Acabou a festa. Gol deles.

Furioso no banco de reservas, Mano soltou um palavrão contra Douglas pelo erro que deu origem ao gol do genial Messi.

Que culpa teve Douglas no enredo? Nenhum. O vacilo foi só do Mano. Não se convoca um jogador mediano assim impunemente. Ainda mais para entrar no lugar de um Ronaldinho Gaúcho.

Teria Mano outros interesses ao levar Douglas para o amistoso? Se pensa em ir longe com a Seleção, Mano tem de olhar para a profecia de Muricy. A bola pune sim senhor!

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