Dunga copia Felipão dos 7 a 1 da Copa 2014
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Dunga copia Felipão dos 7 a 1 da Copa 2014

Treinador não renova a seleção e repete nas Eliminatórias de 2018 o esquema adotado no fracasso do Brasil no Mundial do ano passado

Luiz Prosperi

07 de outubro de 2015 | 09h31

felipedunga

Felipão foi demitido da seleção brasileira poucas horas após o encerramento da Copa do Mundo de 2014, na noite de 13 de julho de 2014. Uma semana depois da queda do treinador, Dunga assumiu o time do Brasil, no dia 22 de julho. Empossado por José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, o novo técnico foi apontado pelos cartolas da CBF como o homem que iria reerguer a seleção e apagar de vez a imagem de Felipão.

Um ano e dois meses após herdar a seleção do fiasco, Dunga copia quase tudo o que Felipão havia feito na fracassada campanha no Mundial de 2014. Ele teve todo o tempo do mundo para promover mudanças radicais, desde no esquema de jogo até nas peças, os jogadores. Mas nada fez de extraordinário.

Vamos voltar no tempo e analisar a base da escalação da seleção na Copa do ano passado.

Os titulares de Felipão:
Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Fernandinho) e Oscar; Hulk, Fred e Neymar.
Em alguns jogos, William era usado na função de Paulinho ou de Oscar. Jefferson era terceiro goleiro.

Agora, vamos mostrar a escalação da seleção que deve estrear nas Eliminatórias-2018 diante do Chile nesta quinta-feira em Santiago.

Os prováveis titulares de Dunga:
Jefferson, Daniel Alves, Miranda, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho e Oscar; William, Hulk e Douglas Costa.

O que mudou?
Jefferson, do grupo de Felipão na Copa, entra o lugar de Julio Cesar.
Miranda, que para muitos deveria ser convocado em 2014, conquistou a vaga que era de Thiago Silva.
William, com Dunga, assume a função que Hulk tinha com Felipão.
Hulk, com Dunga, fica no lugar de Fred.
Douglas Costa, que não esteve no Mundial do ano passado, entra na vaga de Neymar, suspenso nesta primeira rodada das Eliminatórias 2018.

Dunga tem como desculpa não poder usar jogadores que ele havia convocado para a estreia do Brasil nas Eliminatórias por causa de lesões ou desistência.

Veja quem ficou fora por lesão:
Danilo, lateral-direito do Real Madrid. Fabinho, do Monaco, foi chamado.
Roberto Firmino, atacante reserva do Liverpool. Ricardo Oliveira, do Santos, ficou com a vaga.
Philipe Coutinho, meia do Liverpool. Kaká, do Orlando City, foi recrutado.

Quem ficou fora por desistência:
Rafinha, lateral-direito reserva do Bayern Munique. Daniel Alves, do Barcelona, foi convocado.

Convenhamos que essas baixas de última hora não têm impacto para impedir uma revolução de Dunga na seleção. O fato é que, um ano e dois meses após os 7 a 1 da Alemanha, não demos um passo para frente ao que foi feito por Felipão e Parreira na Copa de 2014.

Ou os dois veteranos treinadores estavam certos e perdemos por incompetência ou Dunga não tinha ou não tem nada de diferente a fazer no comando da seleção. Por tudo isso, não custa repetir que Dunga no comando é o retrocesso do retrocesso, como disseram os jornalistas respeitados Carlo Martí e José Eduardo Carvalho há um ano e este blogueiro encampou a ideia.

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