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Dunga tem sorte e Brasil escapa dos 7 a 1… da Argentina

Argentinos derrotam Paraguai na semfinal da Copa América por 6 a 1 e seleção brasileira se livra de um novo fantasma

Luiz Prosperi

30 de junho de 2015 | 22h20

Dunga e a CBF uma hora dessa devem estar agradecendo aos céus por o Brasil ter sido eliminado pelo Paraguai na Copa América. De volta para casa mais cedo, a seleção brasileira deixou de enfrentar a Argentina nas semifinais. Imagina se o time de Dunga fosse obrigado a encarar a turma de Messi. O fantasma de um novo 7 a 1, com absoluta certeza, assombraria nosso treinador e os senhores da CBF.

Nem poderia ser diferente. Argentina seria uma nova Alemanha. Alguma dúvida? É só recorrer ao jogo desta terça-feira e observar como os argentinos destroçaram o Paraguai em Concepción. Uma aula de eficiência e técnica, sem falar do recital de Lionel Messi. Seria uma covardia o Brasil de Dunga medir forças com essa seleção do vizinho. Se não foi capaz de despachar o Paraguai, o que dizer diante dos portenhos.

De nada adiantaria também Dunga, com apoio de Gilmar Rinaldi, dizer que teria de se levar em conta os desfalques da seleção brasileira na Copa América. Sabe quem desfalcou o Brasil? Anote aí: Danilo (lateral-direito), Luiz Gustavo (volante) e Oscar (meia). Faça-me o favor. Que diferença esses três poderiam fazer ao time do Brasil?

Ausência sentida e única só mesmo a de Neymar, que deixou o Chile por indisciplina e não por um azar de uma lesão. Aí sim, Dunga poderia lamentar. Fora Neymar, a seleção não tem desfalque, tem é muita incompetência.

Então, vamos voltar ao jogo que levou a Argentina à final da Copa América. Sem nenhum grande susto, aplicou uma goleada no Paraguai por 6 a 1 na base da troca rápida de passes, consistência defensiva, solidariedade, sem fazer faltas violentas, passes precisos e verticais. Sem virose e mão boba.

O segredo da Argentina foi ter feito o primeiro gol e não abrir mão do jogo. Enfileirou uma penca de gols, sempre com muito respeito ao Paraguai.

Sinceramente, não dá para comparar. Dunga, uma hora dessa, se enrolou no cobertor, cobriu o rosto e rezou por ter se livrado de um fantasma.

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