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Em defesa da Copa do Mundo no Brasil (2)

Luiz Prosperi

24 de março de 2014 | 12h18

Aos que gostam de futebol sobram argumentos para defender a Copa do Mundo que se avizinha. Um olhar no que pode acontecer dentro de campo requer atenção ao super clássico disputado neste domingo em Madri.

Capa dos principais jornais brasileiros nesta segunda-feira e quase unanimidade na imprensa espanhola, Real Madrid 3 x 4 Barcelona reuniu nada menos do que 21 jogadores, dos 27 que aturam no Santiago Bernabéu, que estarão no Brasil a menos de três meses.

O jogo, apesar de alucinante e fora do padrão, contou com a maioria dos jogadores da seleção espanhola (Valdez, Sergio Ramos, Pique, Alba, Xabi Alonso, Busquet, Xavi, Iniesta, Pedro e Fabregas), três titulares da Argentina (Messi, Di Maria e Mascherano), dois de Portugal (Pepe e Cristiano Ronaldo), um dos Chile (Alexis Sánchez), um da França (Benzema), um do Croácia (Modric) e três titulares do Felipão (Neymar, Daniel Alves e Marcelo).

Essa constelação vai estar no Brasil. Vai jogar no Maracanã, Mineirão, Fonte Nova e outras praças nas 12 cidades-sede da Copa. Quem está acostumado a acompanhar esses grandes jogadores apenas pela televisão e teve a sorte de adquirir ingressos do Mundial, já pode esfregar as mãos.

Se os críticos insistem em cobrar a organização da Copa, apontando o evento como candidato a proporcionar o maior vexame da história do País, é bom prestar atenção em outros Mundiais.

Para ficar nos mais recentes, a Alemanha (Copa 2006) usou 18.540 policiais em dias de jogos, 16.440 seguranças (stewards) em 12 estádios (média de 1.370 por jogo), 2.670 seguranças em sede, hotéis oficiais e centros de treinamentos. O espaço aéreo foi controlado por aviões Awacs da NATO e por caças das forças armadas da Alemanha.  Os alemães também contaram com a colaboração de 300 policiais de países vizinhos. Efetivo bem próximo do que o Brasil vai usar na Copa, ao custo de R$ 1,7 bilhão.

As forças de segurança na Alemanha se debruçaram sobre os problemas de terrorismo, hooliganismo, racismo, prostituição, tráfico de drogas e de pessoas, crimes comuns e controle dos estádios. Nada muito diferente das preocupações do esquema de segurança da Copa no Brasil.

Aos que pedem mais dados e explicações sobre segurança na Copa de 2006, sugiro a leitura “Copa da Alemanha – Estudo de Caso”, hospedado na Universidade do Futebol (universidadedofutebol.com.br).

E para não aprofundar muito nessa questão do custo da Copa no Brasil, dinheiro que poderia ser investido em educação, por exemplo, recorro a um dado: de 2007 (ano que o Brasil foi eleito para receber a Copa) a 2013, o governo brasileiro investiu R$ 758 bilhões em educação. Nos estádios, o investimento foi de R$ 8 bilhões – o custo total da Copa bate na casa dos R$ 30 bilhões.

Agora, vamos falar de seleção brasileira – #diariodaseleção:

Recado para o Felipão: atenção a Paulinho, ex-Corinthians. O jogador há três jogos está na reserva do Tottenham. E na úlitma partida, vitória por 3 a 2 no Southampton, Paulinho nem saiu do banco. Em compensação, Fernandinho, do Manchester City, arrebentou na goleada do seu time para cima do Fulham por 5 a 0, no sábado.

 

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