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Em nome da liga dos clubes

Luiz Prosperi

24 de fevereiro de 2011 | 16h25

O Clube dos 13 ainda não acabou. Internacional, São Paulo e Atlético-MG sustentam a entidade e a negociação com a televisão. E, indiretamente, jogam nas costas da Globo a dissidência de grandes clubes ao comando do C13.

Esta rebelião no Clube dos 13 não passa de um artifício para a CBF impor, na marra, uma nova liga de clubes. Antes de partir para as vias de fato, a CBF tentou lançar a liga com a candidatura de Kléber Leite, ex-presidente do Flamengo, ao comando do Clube dos 13. Por 12 votos a 8, Kléber perdeu a eleição para Fábio Koff, que está na presidência do C13 desde 1996. Seu novo mandato vai até 2014.

Kléber teria a missão de dissolver o C13 e criar a liga dos clubes do Brasil, sonho de Ricardo Teixeira sempre tendo a Globo como aliada. A liga seria responsável pela organização e comercialização do Brasileirão e da Copa do Brasil – hoje a CBF organiza a competição e o C13 vende.

Com a derrota de seu candidato, Teixeira passou a agir nos bastidores para atrair clubes simpáticos a sua causa. O primeiro a entrar no barco foi o Corinthians. No Rio, apenas o Flamengo, com Patrícia Amorim na presidência, não era favorável ao projeto. Reconhecendo o título brasileiro de 1987 do Flamengo, Teixeira conseguiu puxar a presidenta Amorim para o seu lado. Botafogo, Fluminense e Vasco vieram a reboque. O Coritiba também.

A CBF espera por novos aliados para enfraquecer e, se possível, implodir o C13. A Globo aguarda o desfecho da rebelião para entrar na briga e emplacar um velho desejo da rede: a volta do sistema mata-mata no Brasileirão. A guerra promete. Está em jogo a cifra de R$ 4 bilhões pelos direitos dos campeonatos de 2012 a 2014.

Todo este imbróglio pode dar em nada. Os clubes devem se compor, sem rachar o C13, e cair no colo da Globo mais uma vez. A CBF não ficaria insatisfeita se a Globo continuar no comando da nave. Entre as três concorrentes a levar os direitos de transmissão do Brasileirão (2012, 2013 e 2014), a Globo é que pretende pagar o menor valor.

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