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Arte da guerra e Felipão

Luiz Prosperi

10 de maio de 2011 | 17h26

Há muito tempo o Palmeiras não vence um jogo por sete gols de diferença. Na época da Parmalat, quando sobravam jogadores de alto nível, em meados dos anos 90  até 2000, a missão era possível. Algumas vezes o time emplacou goleadas absurdas diante de adversários de bom nível. Hoje a história é outra.

Nesta quarta-feira contra o Coritiba o Palmeiras precisa de uma vitória por sete gols de diferença. O time não tem o dinheiro nem os craques da ‘era Parmalat’. A torcida também não tem mais fôlego para empurrar o Palestra. Pelo contrário, quer mesmo é protestar jogando gasolina na fogueira. O ambiente é adverso. Atmosfera pesada. Tudo contra, nada a favor.

O único diferencial de hoje é mesmo Luiz Felipe Scolari, um técnico que cresce quando se vê diante de uma guerra. Felipão sabe como ninguém os truques da arte da guerra. Ele tem uma história para contar.

Em 1995, Felipão dirigia o Grêmio e pegou o Palmeiras da Parmalat pela frente nas quartas de final na Libertadores. Jogo de mata-mata. O primeiro no Olímpico. Foi uma batalha campal. O time paulista levou de 5 a 0 e ainda perdeu Rivaldo e Válber, expulsos. Um show de Felipão. No jogo de volta, o troco: Palmeiras 5 a 1, resultado que classificou o Grêmio.

O filme desses dois jogos certamente vai passar pela cabeça de Felipão antes de enfrentar o Coritiba, pela Copa do Brasil, nesta quarta-feira. O treinador sabe que só tem uma saída: fazer da partida uma batalha. A pergunta: ele tem herois para esta missão impossível?

Confira as escalações do primeiro jogo de 1995 no estádio Olímpico:

Grêmio: Danrlei, Arce (Scheidt) , Rivarola, Adílson, Róger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel (Alexandre); Paulo Nunes e Jardel (Nildo).Técnico: Luiz Felipe Scolari
Palmeiras: Sérgio; Cafu, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Amaral (Alex Alves), Mancuso, Flávio Conceição e Válber; Müller (Daniel Frasson) e Rivaldo. Técnico Carlos Alberto Silva

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