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Felipão e Mano, tão perto e tão longe

Luiz Prosperi

29 de junho de 2013 | 18h50

O futebol é imprevisível e rico em mudanças de curso. Há menos de dois anos, Felipão vivia um de seus piores momentos da carreira no comando do Palmeiras. Todo santo dia trocava farpas com dirigentes, colhia derrotas humilhantes e, não raro, era ameaçado de demissão.

Parreira, contratado como consultor do Comitê Organizador Local da Copa em Minas, andava esquecido. E inconformado por não ter posição de destaque na organização do Mundial de 2014 e, claro, um lugarzinho na seleção brasileira.

Naquela época, nem tão distante assim, quem dava as cartas era Mano Menezes, comandante supremo da seleção. Um pouco abaixo na hierarquia aparecia Ney Franco, chefe das categorias de base da CBF, com status de campeão do mundo com o time Sub-20 do Brasil.

Mudou o vento e os papéis se inverteram. Mano Menezes levou um pontapé nos fundilhos por ordem de José Maria Marin, o novo dono do poder na CBF. Ney Franco já havia abandonado o barco para dirigir o São Paulo.

Mano ficou quase seis meses fora do mercado até assumir o Flamengo há duas semanas. Ney ainda vive dias de incertezas no Tricolor sem um título de expressão.

Enquanto isso, neste sábado à noite, Felipão, sempre com Parreira ao seu lado, comandava o último treino da seleção brasileira antes de enfrentar a Espanha na grande final da Copa das Confederações neste domingo no repaginado Maracanã.

Mano e Ney? Os dois também estavam no campo neste sábado à noite. Dirigiam um amistoso entre Flamengo e São Paulo no escuro Parque do Sabiá, em Uberlândia. O estádio estava às moscas.

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