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Felipão e Parreira na Seleção Brasileira

Luiz Prosperi

24 de novembro de 2012 | 19h30

Luiz Felipe Scolari só volta ao comando da Seleção Brasileira se tiver autonomia para indicar o coordenador do time. E o seu preferido é Carlos Alberto Parreira. Felipão entende que não se pode deixar de lado um profissional como Parreira quando se trata de Copa do Mundo e ainda mais com a Copa no Brasil.

Parreira também não consegue entender os motivos de ser relegado a segundo plano pelos cartolas que controlam a organização do Mundial de 2014. Dono de um vasto currículo em Copas, inclusive com participação direta nas conquistas de 1970, quando era o espião para investigar os adversários da Seleção e membro da equipe de preparação física, e do título de 1994, quando era o treinador, Parreira sonhava por um reconhecimento maior no País.

Para não falar que ele não participa da Copa de 2014, tem exercido a função de relações internacionais do Comitê Organizador Local de Minas Gerais. É quase um burocrata. Mas com muito a contribuir nas questões de campo e fora dele com a Seleção.

Felipão também comunga dessa ideia. O treinador quer Parreira ao seu lado para comandar a Seleção. Seriam dois campeões mundiais a serviço do Brasil na Copa em território brasileiro.

Aliás, ainda na África do Sul, em 2010, pouco antes do encerramento daquela Copa, Felipão foi convidado por Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, para ser o sucessor de Dunga após o Mundial. Felipão estava inclinado a aceitar o convite desde que Parreira fosse o coordenador da Seleção. Teixeira não topou.

Agora surge uma nova oportunidade de os dois, enfim, assumirem a Seleção. A decisão está na mesa de José Maria Marin, presidente da CBF, e de Marco Polo Del Nero, vice da CBF e cartola maior do futebol paulista.

Neste domingo, Felipão vai à missa na paróquia de Nossa Senhora de Caravaggio, em Caxias do Sul (RS). Ele emprestou sua imagem para a recuperação do santuário. Vai orar por sua mãe que não anda bem de saúde. E deve voltar a São Paulo nesta segunda–feira.

Marin, apesar de Andrés Sanchez garantir que o novo técnico da Seleção será anunciado só em janeiro, tem pressa para definir o treinador. A partir desta quarta-feira, em São Paulo, a Fifa vai reunir os treinadores e dirigentes das 8 seleções classificadas para a Copa das Confederações de 2013. O sorteio dos jogos será no sábado no Anhembi.

Seria constrangedor para Marin, anfitrião do evento da Fifa, abrir a cerimônia sem um treinador para a Seleção. A Espanha vai mandar Vicente Del Bosque, campeão do mundo. A Itália vem com Cesare Prandelli, vice-campeão da Eurocopa 2012. Felipão pode sentar ao lado deles.

Nacionalista e conservador, Marin não aceitaria um estrangeiro como Guardiola no comando da Seleção. Tite, Muricy e Luxemburgo estão presos aos seus clubes. Felipão é o nome. Mas de Marin e Marco Polo Del Nero pode se esperar de tudo.

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