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Felipão e Valdivia pedem passagem

Luiz Prosperi

21 de junho de 2012 | 23h46

O futebol se reconciliou com dois personagens emblemáticos de sua longa galeria na história. Um deles, em especial. Trata-se de Luiz Felipe Scolari, um campeão de patente. Fora de uma decisão desde 2004 quando levou Portugal à final da Eurocopa, Felipão vinha sofrendo à beça para voltar ao topo. Conseguiu nesta quinta-feira molhada de chuva e lágrimas de milhares palmeirenses.

Scolari conduziu o Palmeiras à decisão da Copa do Brasil, título que o clube não conquista desde 1998. Bom lembrar que este time quase heroico em Barueri no empate (1 a 1) diante do Grêmio não tem jogadores fora de série nem astros estelares. Muito do que a equipe joga é graças ao trabalho de Felipão. Um campeão do mundo como ele não pode ficar no anonimato.

Outro personagem que se reconciliou com o futebol foi Valdivia. Atormentado pelo recente sequestro relâmpago e as incertezas de sua carreira nos últimos anos, o meia chileno garantiu a passagem do Palmeiras à final da Copa do Brasil. E ao seu estilo. Um gol de classe e irreverência para tirar os gremistas do sério.

A bola precisava de Valdivia e o Mago muito mais ainda dela. A bola sonhava com Felipão. Eles estão de volta. O Palmeiras também.

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