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Felipão não pensa na aposentadoria

Luiz Prosperi

18 de fevereiro de 2015 | 16h58

Felipão vive seu momento mais crítico no Grêmio, mas está muito longe de pedir o boné e encerrar a carreira. Nem mesmo após o 7 a 1 para a Alemanha, o treinador cogitou sair de cena. Passou 15 dias de inconformismo e indignação entre a tragédia e o convite do Grêmio.

Naquela época, entre o fim de junho e início de agosto, Felipão não aceitava carregar a cruz sozinho pelo fracasso retumbante da seleção brasileira na Copa do Mundo. Transbordava de mágoa pela forma como havia sido demitido. Na sua análise, a CBF se curvou a interesses de agentes poderosos do futebol que pediam a sua cabeça na bandeja de prata.

Quando o amigo Fabio Koff emprestou o ombro amigo do Grêmio, Felipão viu ali a chance de voltar à respiração normal. Voltou ao Sul e projetou um futuro iluminado.

Passa o tempo e a realidade se torna mais cruel do que Felipão imaginava. O Grêmio ocupa a décima colocação, entre 16 times, no Campeonato Gaúcho – sem contar o jogo desta quarta-feira contra o Passo Fundo. Garotos da base reclamam do treinador. Dirigentes já não põem a mão no fogo pelo técnico, mesmo com a debandada de jogadores importantes como Marcelo Moreno e Barcos.

Na derrota para o lanterna Veranópolis, no último sábado, na Arena Grêmio, Felipão perdeu a paciência e se retirou de campo antes mesmo de o jogo acabar.

“Me expulsei. Mais vergonha do que isso, impossível passar. A equipe não apresenta nada daquilo que a gente faz no treinamento. Não adianta ficar enganando a torcida do Grêmio. Não tinha mais o que fazer, fui embora para o vestiário. Acabou o assunto. Não criamos nada, os adversários vêm aqui e tomam conta do jogo. Não aproximamos. Faltava 3 ou 4 minutos e fui embora. Para não tomar uma atitude errada e esfriar a cabeça”, explicou de forma lacônica.

Não se sabe se Felipão vai mesmo esfriar a cabeça. A única certeza é que ele não aceita a aposentadoria.

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