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Fred, o cone cobiçado

Luiz Prosperi

10 de dezembro de 2014 | 10h44

Fred saiu da Copa do Mundo escorraçado pela crítica e torcida. Virou top das redes sociais, motivo de piadas sem fim. Diziam que era um cone com a camisa da seleção brasileira. Quase cinco meses após o fiasco no Mundial, o atacante se transforma em artilheiro do Campeonato Brasileiro com 18 gols e de acabado passa a ser cobiçado pelos grandes clubes do País.

Antes de conhecer o inferno na Copa, Fred era uma referência pela excelência dos gols e por sua luta quase inglória contra as torcidas organizadas. Peitou os vândalos do Fluminense e de outros clubes. Um poço de solidariedade a jogadores vítimas das ameaças e agressões dos ditos “organizados”. Se expôs por meio das redes sociais como um paladino em busca de justiça e paz.

Quando a Copa do Mundo acabou, Fred era taxado de imprestável, indolente. A sua luta contra as facções organizadas virou pó. Ninguém dava a mínima a ele. O atacante entrou em depressão e só revirou tudo ao se conciliar com os gols. Quanto mais balançava as redes, mais se fortalecia. E fechou a temporada valorizado. Diante da mediocridade quase geral dos seus concorrentes, Fred pediu passagem e se deu bem.

No último ato do Brasileirão, ele expôs as mazelas do Fluminense. Alertou para os 20 meses de direitos de imagem atrasados, escancarou o péssimo momento dos clubes cariocas e abriu as portas para trocar de casa.

Com o fim da parceria entre Fluminense e Unimed anunciada nesta quarta-feira de manhã, é bem provável que Fred possa mudar de camisa. Atento ao mercado, o Cruzeiro corre para trazer seu goleador de volta na vaga de Marcelo Moreno – o clube mineiro também pensa em Leandro Damião. O Palmeiras é outro que sonha com Fred, que nunca jogou no futebol paulista.

O “cone”, parece, criou pernas. Nunca se pode desprezar um artilheiro. A matéria prima do futebol é o gol.

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