As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Ganso no Milan

Luiz Prosperi

12 de abril de 2011 | 12h16

A torcida do Corinthians não deve levar a sério esta história de Paulo Henrique Ganso com a camisa 10 do seu time. O craque quer jogar no Milan. Nenhum clube no Brasil, além do Santos, tem poder de sedução para atrair o jogador.

Thiago Ferro, agente da DIS, empresa que cuida dos interesses de Ganso, afirmou, nesta manhã de terça-feira à TV Bandeirantes, que o destino do meia-esquerda é mesmo a Itália e o endereço é a casa do Milan.

Ganso já elegeu o Milan como sua nova moradia. Ele analisou bem os times da Europa e concluiu que o clube do Premiê Silvio Berlusconi é o que mais lhe convém. Ali pode desfilar seu futebol elegante e eficiente.

O craque sonha com a 10 do Milan formando um trio de Seleção Brasileira ao lado de Robinho e Alexandre Pato. A Inter de Milão, também interessada no jogador, perdeu força na corrida depois que Leonardo passou a equilibrar-se na corda bamba. Leo era o único que poderia convencer Ganso a jogar na Inter.

Seu destino é mesmo o Milan. Ariedo Braida, diretor responsável pelas contratações do clube italiano, desembarca no Brasil ainda esta semana para fechar o negócio, como informou o repórter do JT, Luís Augusto Monaco. Quando Braida aparece é para levar o jogador, e sem novela.

Ganso, diferente de Neymar, não quer os holofotes da mídia brasileira. O astro se vê sob as luzes da ribalta internacional. Seu futebol extraordinário já não cabe na Vila Belmiro.

Que sirva de lição aos dirigentes do Santos. Enquanto o negócio não acaba, o time praiano fica nas costas de Paulo Henrique Ganso. Sem Neymar, Elano e o instável Zé Eduardo, a equipe depende de Ganso para vencer o Cerro Porteño, jogo decisivo para o futuro do clube na Libertadores.

“Como camisa 10, a responsabilidade é minha”, disse Ganso sobre a difícil missão que o aguarda em Assunção nesta quinta-feira.

DE PRIMEIRA
“A minha escolha eu já fiz. Disse que quero ficar no Milan. Deixem-me tranquilo, por favor”.
Kaká, ao jornal Gazzetta dello Sport, um dia antes de ser vendido ao Real Madrid por 65 milhões de euros, em 2009.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.