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Golpe do Corinthians no Flamengo

Clube paulista cobra R$ 5 milhões do rival carioca para liberar Guerrero e Sheik no jogo de domingo no Maracanã

Luiz Prosperi

09 de julho de 2015 | 14h06

Guerrero e Emerson Sheik não vão defender o Flamengo diante do Corinthians neste domingo pela 13.ª rodada do Brasileirão. Um acordo, registrado em contrato, impede o clube carioca de escalar seus dois reforços contra seu ex-time. Caso o Fla insista em usar Guerrero e Emerson no Maracanã terá de pagar R$ 5 milhões de multa ao Corinthians.

Não se sabe, de forma oficial, de quem partiu essa exigência para se estabelecer esse acordo. Até a tarde desta quinta-feira, nenhum dos dois clubes haviam deixado claro de quem foi a iniciativa e os motivos que levaram o clube carioca concordar e assinar esse contrato.

Alega o Corinthians que ainda paga salários a Guerrero e Sheik, pelo menos até o fim de agosto, mesmo com os dois devidamente registrados na CBF pelo Flamengo.  Até aí, problema do time paulista. O que o Fla tem com isso? O Corinthians se apequenou com esse contrato. Estaria com medo de Guerrero e Sheik?

Na verdade, o clube presidido por Eduardo Bandeira de Mello, uma das boas novas no futebol brasileiro, desrespeitou a sua nação de torcedores ao aceitar a exigência do Corinthians. Rasgou dinheiro em razão de um contrato, que tem tudo para ser irregular, com medo de ser obrigado a pagar a multa de R$ 5 milhões.

Guerrero e Emerson Sheik jogaram juntos pela primeira vez com a camisa rubro-negra nesta quarta-feira na vitória contra o Internacional por 2 a 1. Guerrero fez um gol e deu passe para o segundo.

Os dois têm poder para atrair um público de até 60 mil torcedores ao Maracanã neste domingo contra o Corinthians. Mas devem ficar nas tribunas do estádio. Ridículo. Um prejuízo financeiro absurdo, sem falar na queda de qualidade técnica que o time carioca vai ter sem os dois atacantes.

Difícil entender a lógica do futebol brasileiro. No jogo entre os dois times de maior torcida do País, um vai ser prejudicado por não usar dois de seus principais jogadores e outro vai ser beneficiado por não enfrentar dois de seus principais ex-jogadores.

Cabe aí uma interferência da CBF, a dona do Brasileirão, e da Globo, que paga alto pelo show em nome da audiência.

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