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Interesse político leva Marin a defender o Atlético-MG

Luiz Prosperi

13 de julho de 2013 | 18h28

José Maria Marin, presidente da CBF, saiu em defesa do Atlético-MG ao “exigir” da Conmebol o mesmo tratamento dispensado ao Olimpia. Demagogia ou não, Marin tem de mostrar força nos subterrâneos do futebol sul-americano.

A questão é bem simples:por que o Olimpia pode mandar o primeiro jogo da final no estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, que não tem capacidade para 40 mil torcedores, e o Atlético não pode jogar a decisão da Libertadores no Independência, que também não comporta 40 mil torcedores?

Números não oficiais atestam que o Defensores pode receber, no máximo, 36 mil pessoas. O Independência, com muita boa vontade, pode abrigar 21 mil torcedores.

“A CBF não quer polemizar com a Conmebol, entidade a qual é filiada e tem as melhores relações, mas sim lutar por um pleito que entende ser legítimo. Por isso, vamos exigir o direito de o Atlético-MG disputar o segundo jogo da final em casa, no Independência. Essa é uma pretensão que consideramos justa, e dela não nos afastaremos”, disse Marin, que confirmou presença no jogo de quarta-feira em Assunção.

Cartolas, quando querem, se mostram sérios. Marin não pode perder essa queda de braço com a Conmebol. A entidade sul-americana há muito tempo tem dado pouca importância ao futebol brasileiro.

Agora, uma outra questão: dá para acreditar no Marin? O presidente da CBF depende de aliados de peso para eleger Marco Polo Del Nero à presidência da CBF em 2014. E Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, por enquanto está do lado de Marin. Por enquanto, é claro.

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