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Kleber e os ídolos

Luiz Prosperi

14 de abril de 2011 | 17h11

Tem jogador que é diferente da maioria dos comuns mortais do futebol. Kleber é um deles. Veste a camisa e entra na alma do clube. Impregnado pelas cores do seu time, se mata em campo valorizando cada gota de suor. É um destemido. Por isso conquista o coração do torcedor e vira ídolo.

Kleber não tem o apelo de Adriano, Luís Fabiano, Neymar e outros de alto quilate. A torcida do Palmeiras, no entanto, não parece preocupada com grifes. Ele quer o atacante com a camisa verde. E, ao lado de Valdivia e o velho Marcos, uma referência para se orgulhar nas infindáveis discussões sobre futebol.

Ídolos têm este poder, este imã. Veja o caso de Falcão. Afastado há 15 anos dos campos, ele volta para emprestar seu talento ao Internacional, clube que o revelou para o mundo. Falcão pode até não vingar nesta nova empreitada como treinador, mas já mostrou a enorme empatia que tem com o Colorado. É a mesma história de Renato Gaúcho no Grêmio. Alma e coração a serviço do clube.

Neste mundo da bola dominado pelo marketing e interesses financeiros acima do normal, ídolos identificados com times são cada vez mais raros. A marca que o jogador defende é a sua própria marca e não o escudo do clube. Por isso, Kleber é uma preciosidade. Não tem a elegância dos craques, nem o futebol fino. Tem, e muito, vontade de levar sua equipe à vitória.

DE PRIMEIRA
“Beckenbauer recém começava a carreira e já jogava de cartola, luvas e bengala.” 
Por Eduardo Galeano, escritor 

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