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Kleina deveria ser demitido

Luiz Prosperi

28 de março de 2013 | 17h04

A diretoria do Palmeiras errou ao não demitir Gilson Kleina após o desastre em Mirassol. O presidente Paulo Nobre e o diretor executivo José Carlos Brunoro bancaram o treinador em nome da continuidade do trabalho e reforçaram a tese de que há um planejamento em curso no futebol do clube.

Nobre insistiu em dizer ainda que confia no grupo de jogadores, um punhado de homens destemidos “que têm vergonha na cara”. E concluiu: “Este é o elenco do Palmeias para 2013, não vamos iludir o torcedor.”

A disposição do presidente em elogiar o elenco não foi a mesma ao se referir a Gilson Kleina.
“Não é na base da pressão que eu tomo minhas decisões”, disse sobre a permanência do técnico.

Ressaltou ainda que Kleina está sendo avaliado dentro do planejamento adotado pela nova gestão do Palestra.São palavras de muita convicção e firmeza, mas que não traduzem a realidade do clube.

Kleina, há seis meses no comando do time, tem tomado decisões equivocadas na armação da equipe e no transcorrer dos jogos. Não raro, parece assustado à beira do campo. Difícil um treinador com este perfil, e muitas vezes inseguro, se sustentar no cargo.

Para fechar a história, mesmo que ele faça um bom trabalho no clube, ficará marcado com os incríveis seis gols que seu time levou do Mirassol em 45 minutos.

A queda do treinador não seria uma mesmice e sim um ato de coragem do poder no Palmeiras. De nada adianta insistir no erro. E, pior, se acostumar aos vexames.

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