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Laranjas no caminho

Luiz Prosperi

29 de junho de 2010 | 17h59

Os holandeses ainda não encantaram. Para falar a verdade, jogaram para o gasto. Na sexta-feira vão ter de encarar o Brasil. Na última vez que se encontraram em uma Copa do Mundo, a Seleção venceu na cobrança de pênaltis.

O jogo era da semifinal do Mundial da França de 1998, e nos 90 minutos Ronaldo Fenômeno foi decisivo. Fez um gol daqueles que poucos conseguem marcar e maioria não esquece jamais.
Isso é história.

Em 94 eles também envergaram e se quebraram diante da camisa amarela. O Brasil vencia fácil por 2 a 0. Levou o empate por descuido. E aí apareceu o Branco, até então um zumbi naquela Copa, e fez o gol de falta que levou o Brasil à semifinal contra a Suécia.Isso também ficou na história.

E na sexta-feira, como vai ser? Bem, a camisa dos holandeses parece que ficou ainda mais bonita nesse Mundial da África do Sul. Lembra muito aquela de 1974 quando Cruyjff, gênio imortal, comandou o alegre carrossel que parou nos duros e técnicos alemães de Beckenbauer.

A Holanda de hoje não é o carrossel de 74, nem uma fábula. Mas tem uns jogadores espetaculares como esse Sneijder, o Robben que voltou bem, o tal Van Bommel e esse incansável viking de nome Kuyt, sem falar em Van Persie e Van Der Vaart. É muita gente boa de bola. Capaz de incomodar os rapazes de Dunga.

Eles também gostam de atacar. Não sabem jogar feio, nem ficam especulando o jogo. Tratam a bola por excelência. É um time bom de ver jogar e até torcer. Aliás, a torcida holandesa é um show. Tem uma charanga que não para um minuto de tocar. Animada. Empolgante.

Por isso tudo, o confronto em Port Elizabeth nessa sexta-feira vai ser de arrepiar. O Brasil de Dunga gosta de ser atacado. É daqueles times que esperam o inimigo na esquina e dá o golpe fatal.

Contra o Chile foi mais ou menos assim na segunda-feira. A Seleção ficou ali observando aquela turma que vinha pela frente, destemida, e quando os chilenos ameaçaram dar a pancada, levaram um gancho no queixo.

Dizem na linguagem das ruas que ninguém é louco de enfrentar a outra turma de peito aberto. É preciso se proteger antes de sair para o combate franco. Azar dos chilenos. O chefe deles é um louco. Loco Bielsa, aquele que ataca sem medo e sempre cai no final.

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