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Lição de Messi a Neymar

Luiz Prosperi

18 de dezembro de 2011 | 14h27

Neymar descobriu neste domingo em Yokohama o quanto ainda é imaturo para enfrentar marcadores europeus. Escondido na ponta-esquerda, ele não passou por Puyol, um veterano zagueiro, nenhuma vez na final do Mundial de Clubes entre Santos e Barcelona.

Não arriscou um drible, não fez uma grande jogada, pouco se movimentou pelo ataque. Na única chance que teve, tremeu frente ao goleiro Valdez. Para quem diz que o garoto não precisa jogar na Europa para ser rei, a lição de Messi neste domingo contraria a maioria das teses apaixonadas.

Ser rei no seu quintal, na sua praia, é um pouco fácil, difícil é se impor diante de marcadores acostumados a enfrentar os maiores jogadores do mundo. Messi navega nessas águas todos os dias. Neymar ainda precisa aprender a nadar.

Não adianta também arrumar como desculpa o fato de que o Barcelona é o um time do outro mundo. Neymar também não era? O craque precoce do Brasil percebeu em Yokohama que tem de remar muito para chegar ao topo. No seu primeiro grande teste, diante de olhares de milhões de apaixonados por futebol, ele ficou devendo.

Não por acaso reconheceu ao final da partida que o “Barcelona deu uma aula de futebol”. Não foi o Barça como um corpo único que deu a lição. Lionel Messi também ensinou muito a Neymar. O argentino pulverizou o brasileiro.

Neymar precisa ouvir gente mais qualificada, não se deixar levar por encantos de dirigentes, como o presidente Luis Alvaro de Oliveia Ribeiro, que pregam a sua permanência no futebol brasileiro. Eles na verdade estão de olho no dinheiro que Neymar pode proporcionar.

Jogando só no Brasil, Neymar não vai passar de príncipe herdeiro à espera da coroa do rei. Se quer mesmo ficar com o trono, tem de jogar na Europa para desbancar Messi. Por aqui vai continuar recebendo apenas aplausos dos inocentes e de muitos oportunistas.

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