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Lições de casa para Palmeiras e São Paulo

Sem ousadia de seus treinadores, os dois times paulistas não vão a lugar nenhum neste Brasileirão 2015

Luiz Prosperi

09 Agosto 2015 | 21h36

Palmeiras e São Paulo precisam encontrar uma nova trilha neste Campeonato Brasileiro, sob pena de patinarem na zona intermediária da tabela sem chances de beliscar vaga na Copa Libertadores. Não há tempo a perder nem gordurinha para queimar. É hora de mostrar serviço.

Veja o caso do Palmeiras. Depois de partir de forma fulminante em busca do topo da tabela com a chegada de Marcelo Oliveira, o time já acumula duas derrotas consecutivas. Diante do Atlético-PR, na semana passada, muito da derrota pode ser creditada ao treinador. Na queda frente ao Cruzeiro, neste domingo, faltou ao técnico um pouco de coragem.

Marcelo, parece, não viu que Luxemburgo tinha um zagueiro improvisado na lateral-direita para marcar Dudu. Em vez de concentrar suas forças ofensivas no setor esquerdo com Rafael Marques, de boa estatura, e mandar Dudu atuar pelo lado direito, em cima do fraco Mena, e segurar Egídio na defesa, Marcelo deixou tudo como estava no primeiro tempo.

Dudu não apareceu. Egídio ficou sufocado, sem proteção. E Rafael Marques se perdeu no setor direito, como um sonâmbulo. Para complicar ainda mais, Amaral não pediu passagem. Fraco na marcação, desconectado na proteção da zaga e sem rumo na hora de sair para o jogo, não fez nada de útil.

Lição de casa: Marcelo Oliveira tem de saber lidar com adversários que não deixam Egídio e Lucas avançarem. Às vezes, como neste jogo contra o Cruzeiro, é preferível prender os dois na defesa e liberar um pouco mais os volantes, desde que um deles não seja o Amaral. Cleiton Xavier, Robinho e Zé Roberto têm cacife para jogar ao lado de Arouca.

No São Paulo, alguém precisa avisar Juan Carlos Osorio de que ele pode fazer substituições do meio para frente. Toda vez que  mexe no time, sua atenção é voltada para a defesa. No clássico contra o Corinthians, trocou um lateral por outro lateral (saiu Bruno entrou Auro),  um volante por um zagueiro (Breno na vaga de Hudson) e um lateral com função de ala por um volante (Carlinhos deu seu lugar a Wesley).

Lição de casa: Com essas substiutições pouco ousadas, Osorio não viu seu time vencer. Pode lamentar, e tem direito, às bolas na trave corintiana e o pênalti não marcado no final. Mas tem de arrumar uma solução para o ataque, sem medo de arriscar.

Sem ousadia de seus treinadores, Palmeiras e São Paulo vão ficar no meio do caminho.