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Luciano e arbitragem empurram Corinthians no Brasileirão 2015

Atacante faz a diferença nas últimas rodadas e erros dos juízes contribuem com a conquista do primeiro turno pelo time alvinegro

Luiz Prosperi

16 Agosto 2015 | 19h15

Corinthians não tem futebol para fechar o primeiro turno na liderança do Brasileirão 2015. Não que não mereça estar em primeiro. A discussão é em cima da bola jogada pelo time de Tite. Vitórias magras, nada empolgantes, têm sido a marca da campanha da equipe paulista. Mas, como a pontuação é que vale, estão lá os 40 pontos sustentando o título simbólico de campeão do turno.

Um exemplo desse futebol miúdo se viu na vitória diante do Avaí neste domingo em Florianópolis. Perdia o primeiro tempo até os descontos quando Luciano acertou um belo chute empatando o jogo, após falha da zaga do time da casa. No segundo tempo, agrediu pouco, passou sufoco, teve um gol contra – marcado por Jesse –, mal anulado pela arbitragem e conseguiu a virada com outro belo chute de Luciano.

Nas duas últimas rodadas, também se beneficiou de erros dos árbitros. Primeiro, ao empatar com o São Paulo no clássico que Uendel cometeu pênalti e o juiz não deu no fim da partida. Depois, no meio da semana, teve um pênalti a favor, também quase ao encerramento do jogo contra o Sport. Neste confronto, esteve à frente com 3 a 1, permitiu ao Sport chegar ao 3 a 3 e fechou com 4 a 3 aproveitando o pênalti duvidoso.

No dia seguinte, viu o Atlético-MG, até então o líder do Brasileirão 2015, ser prejudicado com a não marcação de um pênalti de Erazo quando empatava (0 a 0) com o Grêmio. No fim das contas, o Grêmio venceu por 2 a 0, tirou o Atlético da ponta e entregou a liderança ao Corinthians.

Dizem os estatísticos que 9 dos 12 times campeões do primeiro turno, desde que o Brasileirão mudou para o sistema de pontos corridos, levantaram a taça ao final do campeonato.

Em cima desse dado numérico, o Corinthians tem boas possibilidades de ser campeão em dezembro. O maior problema é superar a falta de boas no banco de reservas. O ataque é quase um deserto. Por enquanto, Luciano tem feito a diferença.

Mas é pouco para o tamanho da responsabilidade que vem aí no segundo turno.