As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Marcelo Oliveira pode repetir Luxemburgo e alcançar Muricy

Treinador do Palmeiras pode ser campeão brasileiro por dois clubes diferentes em dois anos consecutivos

Luiz Prosperi

27 de julho de 2015 | 19h29

Marcelo Oliveira tem boas chances de repetir uma das façanhas de Vanderlei Luxemburgo. Bicampeão no comando do Cruzeiro, em 2013 e 2014, o treinador pode levantar a taça por um segundo clube em 2015, no caso o Palmeiras. Luxemburgo conseguiu essa proeza em 2003 e 2004 quando foi campeão pelo Cruzeiro e depois com o Santos.

O treinador do Palmeiras também pode alcançar Muricy Ramalho, único técnico a emplacar três conquistas consecutivas do Brasileirão desde que foi instituído sistema de pontos corridos. Muricy foi tricampeão pelo São Paulo com os títulos de 2006, 2007 e 2008.

Discreto e ruim de mídia, Marcelo Oliveira não faz alarde de seus feitos. Toca seus times dentro de um esquema simples: eficiência na marcação e ataque sem trégua.

Muito da ascensão do Palmeiras atende a essa receita. A série de vitórias, com uma linha atacante voraz e defesa consistente, empurram o alviverde ao topo da tabela e chama atenção dos concorrentes.

Evidente que ainda faltam muitas rodadas e o equilíbrio de forças deste campeonato não garante que Marcelo vai abrir dezembro com o tricampeonato – dois com o Cruzeiro e um com o Palmeiras. Mas está no caminho certo. Encontrou a trilha e conhece os atalhos para chegar seguro ao seu destino.

Contra Marcelo pesa a eterna efervescência política do Palestra, um caldeirão ardendo em fogo, mesmo em dias de relativa paz. Se continuar neste voo de brigadeiro, tem tudo para beliscar mais uma taça.

Há 21 anos o Palmeiras não é campeão brasileiro. Se conseguir esse feito, Marcelo Oliveira se credenciará ainda mais ao posto de Dunga na seleção brasileira que, por enquanto, não está vago.

Marcelo tem a concorrência de Tite, até aqui um praticante contumaz do futebol de resultados, esquema que não funciona na seleção desde 2010 com Dunga, passando por Parreira e Felipão.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: