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Massagista deveria ser banido do futebol

Luiz Prosperi

10 de setembro de 2013 | 00h20

O massagista do Aparecidense que impediu o gol do Tupi na Série D do Campeonato Brasileiro deveria ser banido do futebol. Não se pode ser lúdico, contemplar e aplaudir quem tira proveito de uma situação fora da regra em benefício próprio nesse esporte centenário e apaixonante.

Esquerdinha, dono da proeza ao evitar o gol do Tupi, é mais um espertalhão a contaminar o jogo da bola. Sua atitude é a mesma de cartolas que, em nome dos clubes, federações e confederações, usam o futebol para se promover, quando muito não encher os bolsos.

Num passado não muito distante, o goleiro Rojas forjou um corte no rosto em uma partida que valia classificação à Copa do Mundo de 1990. Rojas era goleiro da seleção chilena e caiu no gramado do Maracanã após perceber que um foguete (fogo de artifício) havia sido disparado das arquibancadas para o campo. Com uma lâmina escondida nas luvas, ele se cortou para simular um ferimento por causa do foguete. A Fifa descobriu a farsa e eliminou Rojas do futebol.

Mas como o futebol á mãe de todos, Rojas teve mais uma chance e foi trabalhar no São Paulo. No clube garantiu por longos anos o sustento da família.

A situação de Esquerdinha não é muito diferente. Ele interferiu no resultado do jogo. E saiu consagrado e odiado, dependendo do ponto de vista entre beneficiados e prejudicados. Esquerdinha empobreceu o futebol. Fez desse esporte, com aquele simples gesto de evitar a ruína de seu time, uma usina de exemplos de que o futebol não pode ser levado a sério.

A CBF poderia entrar nessa história e banir Esquerdinha do futebol, assim como a Fifa fez com Rojas e, infelizmente, amoleceu depois.

Não há perdão aos que pensam que o futebol não é sério. Lugar de ilusionistas é no circo.

 

PARA LEMBRAR

 

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