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Mexicanos dizem que Ronaldinho Gaúcho acabou

"Um desportista de verdade não vive em festas. Por ser um profissional, Ronaldinho é um cartucho queimado"

Luiz Prosperi

27 de abril de 2015 | 17h46

Ronaldinho Gaúcho não morreu. Aliás, ressuscitou no mítico estádio Azteca semana passada na Cidade do México. O milagre da ressurreição se deu com os dois gols que marcou na goleada por 4 a 0 do seu Queretaro diante do América. Rendeu manchetes na segunda-feira e apagou na terça.

Ronaldinho Gaúcho, basta! Uma semana depois dos gols marcados no Azteca, o brasileiro não deu o ar da graça na derrota do Queretaro por 3 a 1 para o Tigre neste domingo. O suficiente para a torcida se irritar e, por meio das redes sociais, aprovar a volta do craque ao futebol brasileiro. Cruzeiro e Vasco têm interesse em Ronaldinho Gaúcho.

“Que se vá. Um desportista de verdade não vive em festas. Por ser um profissional, Ronaldinho é um cartucho queimado. Não tem fome de jogo. Não tem espírito que se necessita para jogar no México”, desabafou o torcedor Villela Loredo na rede social do jornal esportivo Record.

O futebol tem disso. Enterra ídolos num domingo e desenterra no outro domingo. No caso de Ronaldinho, a volta à vida se deu após um mês quando o craque virou motivo de chacota da imprensa mexicana que o rotulou de “Robalinho” por trocar o futebol pelos prazeres da noite. E parou por aí. O craque renasceu e morreu de novo em sete dias.

Há um mês, a torcida dizia que o jogador “roubava” o Queretaro, cube mediano do México, ao receber polpudo salário (R$ 1 milhão por mês) e sem resposta dentro de campo para justificar tamanho prejuízo na caixa forte.

Jornais e sites mexicanos atestavam que Ronaldinho ou “Robalinho” estava mais preocupado em divulgar sua banda de pagode e canções a vestir a camisa do Queretaro. Ao mesmo tempo, escancaravam seus pífios números na Liga: três gols. Passado um mês, Ronaldinho chegou aos 5 gols. Em quase uma temporada completa no México, jogou os 90 minutos de não mais que oito partidas.

Não por acaso, os mexicanos desistiram de Ronaldinho. Concluíram que seu marketing não corresponde ao futebol jogado. Cospem marimbondos no ídolo e desejam que sua volta ao Brasil aconteça o mais rápido possível.

 

 

 

 

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