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Morte de torcedor é a falência do futebol paulista

Luiz Prosperi

30 de agosto de 2011 | 01h07

O poder público há tempo faliu na tentativa de acabar com a violência no futebol brasileiro. O corpo de um suposto corintiano boiando no Tietê, nesta segunda-feira, e um palmeirense baleado nas proximidades do estádio em Presidente Prudente, poucas horas antes do clássico Palmeiras e Corinthians, neste domingo, intimam as autoridades do governo, do futebol e do Ministério Público de São Paulo a dar uma resposta.

Os responsáveis pela segurança, dirigentes dos clubes, chefes das torcidas organizadas e a comunidade do futebol não responderam à violência nem convenceram um mísero guarda de esquina de que é possível, sim senhor, fazer do futebol algo limpo.

Aliás os chefões das torcidas organizadas frequentaram as salas das ditas autoridades na semana passada quando se aprovou a volta das bandeiras com mastros aos estádios de São Paulo.

Todos eles estavam sentados nas poltronas do governo exibindo suas tatuagens, a ferro e fogo, os slogans de suas facções nos braços como as braçadeiras dos tiranos. Uma cumplicidade dura de ser digerida.

Ninguém cobrou deles ou mostrou que existe lei a cumprir. Trataram os chefões como se fossem homens merecedores de respeito. Hoje pagam, se é que pagam, por um corpo no Tietê e um agonizante na UTI de Presidente Prudente.

O corpo boiando no Tietê e as balas em Presidente Prudente insistem em dizer que a segurança no futebol paulista é uma triste falência.

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