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Mudanças no futebol estão na mesa da Globo

Luiz Prosperi

17 de dezembro de 2014 | 12h12

A falta de dinheiro e a dependência das cotas de televisão obrigam os clubes a repensar 2015. Uma briga que promete esquentar é a revisão dos contratos dos clubes com a Globo, detentora dos direitos de transmissão dos principais campeonatos do Brasil e da América do Sul. Outra ponta do cabo de guerra é a mudança do sistema de disputa do Brasileirão, passando de pontos corridos para o mata-mata.

As duas vertentes em discussão têm a mesma finalidade: aumentar as receitas dos clubes e tornar os campeonatos mais rentáveis na próxima temporada. O debate e as propostas já estão na mesa da CBF, Globo e até do Congresso Nacional.

Da Câmara dos Deputados em Brasília vem a primeira bomba. Trata-se do projeto de lei do deputado federal Raul Henry (PMDB-PE) que pede uma redistribuição das cotas de televisão dos clubes c0m a Globo: 50% da receita seriam divididos igualmente entre os clubes da Série A; 25% seriam repassados de acordo com a classificação dos times no último Campeonato Brasileiro; e 25% seriam distribuídos seguindo uma média de números de jogos transmitidos no ano interior.

Com essa revisão, clubes como Corinthians e Flamengo, donos das maiores cotas da Globo, sofreriam uma redução das receitas da televisão e clubes como Sport, Figueirense, do escalão inferior, teriam um aumento de suas cotas. Assim, haveria um maior equilíbrio na distribuição dos recursos que saem dos cofres da Globo e patrocinadores. Seria uma saída para diminuir a diferença técnica, de bola mesmo, entre os times dentro de campo.

Outra proposta que pode mudar os rumos do futebol no País parte do presidente da Federação Baiana, Ednaldo Rodrigues que formata o Brasileirão de 2015 no mata-mata, acabando com os pontos corridos que foi instituído em 2003. O dirigente já levou o projeto a Marco Polo Del Nero, presidente da CBF a ser empossado em abril de 2015. E seu próximo passo, esse bem mais viável, é convencer a Globo. A emissora nunca escondeu que é favorável ao mata-mata.

As duas propostas estão em debate. A decisão cabe aos clubes, CBF, Globo e Câmara dos Deputados. Uma combinação de alta combustão que pode mudar os rumos do futebol brasileiro. A conferir.

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