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Muricy não larga o osso

Luiz Prosperi

27 de setembro de 2010 | 08h30

Um time para ser campeão não pode vacilar. Um descuido pode custar a taça. O Corinthians errou no momento em que não poderia errar domingo diante do Internacional. Por isso viu o Fluminense retomar a liderança do Campeonato Brasileiro.

De nada adianta falar que o time foi valente no Sul. Nem da superação que mostrou para sair de situações adversas no Beira-Rio. Nem mesmo do penúltimo lance, aquele do pênalti que Nei cometeu e Bruno César converteu no finalzinho do jogo. A hora é de concentração total para não deixar escapar a única esperança do centenário.

Concentração que o time não teve no momento da cobrança fatal de Andrezinho. Moacir, em vez de ficar na barreira, saiu para tentar tirar de cabeça e tudo o que fez foi iludir Júlio César. Um erro imperdoável. Na reta final de um campeonato os candidatos ao título não podem se dar o luxo de errar.

A derrota no Sul seria até normal não fosse pelo momento do Brasileirão. O Fluminense vem soltando faísca. Beliscou três pontos importantíssimos em cima do Vitória no Barradão e se fortaleceu ainda mais.

É bem provável que Andres Sanches venha a público falar de um pênalti em Rodriguinho a favor do Fluminense. Aliás, a hora é de os dirigentes enxergarem conspirações em todos os cantos do campeonato.
 
No imaginário do torcedor e na sacola de desculpas dos dirigentes, sempre há uma trama para beneficiar este ou aquele time na fase decisiva da competição. Não é uma novidade.

O que se tem nas mãos é uma infernal linha de chegada do Brasileirão. As principais forças se alinharam. Fluminense e Corinthians devem brigar palmo a palmo até a última rodada. O Internacional, depois da vitória decisiva de ontem, também reivindica seu lugar entre os primeiros.

A tendência é que Botafogo e Cruzeiro caiam um pouco de produção. Cuca, treinador do time mineiro, costuma negar fogo nos momentos decisivos. E Joel Santana, técnico da equipe carioca, já não vive uma boa comunhão com os dirigentes do clube.

O Santos ainda é uma incógnita após a fuzarca que Neymar aprontou no clube culminado com a queda de Dorival Júnior. Sem o seu treinador titular, o Santos vai de interino. E os interinos não costumam dar certo.

Da turma da intermediária na tabela, não se pode esperar grande coisa. Atlético-PR, Palmeiras, São Paulo, Grêmio e até o Guarani não são confiáveis. Eles gostam da gangorra.

A briga tem tudo para ficar mesmo entre Fluminense e Corinthians e, com pouco de sorte, o Inter. Não podemos deixar Muricy de lado. Desde 2005, ele encaixa seus times na corrida pelo título. Muricy vem aí.

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