As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Na Copa da emoção, Felipão tem de reagir

Luiz Prosperi

29 de junho de 2014 | 20h23

A Copa virou uma fonte inesgotável de emoções, um feixe de nervos esgarçados. Em quatro jogos de oitavas de final, tivemos dois momentos épicos na decisão de pênaltis, a consagração de um craque precoce e uma virada espetacular de quem tem autoridade para se impor.

Veja o que se passou em Belo Horizonte neste sábado. De um lado um Chile pronto para abater um gigante e, do outro lado, um Golias sem força de nome Brasil. O jogo arruinou esperanças, doutrinou os apaixonados e escancarou o quanto é frágil o time de Felipão, do ponto de vista da estrutura tática a da vulnerável carcaça emocional.

O jogo fez renascer o goleiro Julio Cesar, fez Felipão ver que é urgente uma mudança de postura e uma nova configuração no sistema de jogo. E deixou claro aos torcedores de que só com fé e paixão não vão conseguir empurrar esse bonde rumo ao hexa. A bola no travessão de Julio, no último instante da prorrogação, foi de gelar a alma e apagar o sol. 

O Brasil passou, é verdade. Agora, Felipão, livre das amarras chilenas que ele tanto temia, deve tomar alguma providência. E, segundo informações desse blog, o treinador vai mexer na estrutura da seleção já diante da Colômbia.

Ainda no sábado, mais emoção. Dessa vez com o que o futebol tem de mais genial e puro: a exuberância de um craque de nome James Rodriguez, o colombiano de fino trato com a bola nos pés. À Colômbia bastou os gols de James para pulverizar o Uruguai.

Neste domingo, mais corações palpitantes. De início, a extraordinária virada da Holanda para cima do México nos últimos cinco minutos na escaldante Fortaleza. Que virada! Com astúcia de Van Gaal, ao mandar Huntelaar no lugar de Van Persie, e a força e o talento abrangente de Robben, os holandeses venceram os animados mexicanos por 2 a 1.

E, fechando o domingo, a surpreendente Costa Rica (a paixão da torcida brasileira) tirou do fundo do sentimento a força para avançar na Copa. Perdeu um jogador expulso, levou o empate no finalzinho, suportou 30 minutos de prorragação até a consagração final na decisão por pênaltis contra uma destemida Grécia.

Ainda teremos mais quatro jogos das oitavas de final. Depois, as quartas, semis até a final no Maracanã. A Copa tem mais 15 dias pela frente. O futebol agradece.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.