As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Neymar carrega Dunga nas costas

Craque do Barcleona faz a diferença, mais uma vez, nessa nova seleção brasileira, assim como havia feito nos tempos de Mano Menezes e Felipão

Luiz Prosperi

14 de junho de 2015 | 21h39

Dunga disse após a vitória (2 a 1) do Brasil diante do Peru que Neymar foi decisivo, assim como Daniel Alves, que deu o passe para o primeiro gol, e Douglas Costa, autor do segundo gol. Dunga pode até ter razão. Os dois foram importantes no triunfo da seleção, mas nem o mais burocrático analista de futebol teria de coragem de dizer que essa seleção não depende de Neymar.

Sem o craque do Barcelona, esse time de Dunga é como um deserto. Colegas como Bob Fernandes, um observador isento e imparcial como ele mesmo gosta de nominar os jornalistas esportivos, disseram durante o jogo deste domingo que estava difícil de assistir Fernandinho, Willian, Fred, Elias… Tardelli, Douglas Costa, Filipe Luiz – o Shakhtar da Ucrânia virou base da seleção.

E de nada adianta Dunga buscar argumentos para encobrir a realidade. Ele tem culpa no cartório ao apostar em jogadores medianos de uma geração fraca, mas com alguns talentos espalhados dentro e fora do País.

Tem outra coisa na mesa de discussão. Técnico de seleção tem de convocar os melhores que jogam dentro e fora do Brasil. Veja o caso de Daniel Alves. Não estava na lista, não foi chamado desde o fracasso na Copa de 2014 e, de repente, aparece de última hora na Copa América no lugar do fraco Danilo cortado por lesão.

Daniel Alves teve papel importante no Barcelona na arrancada decisiva em busca da tríplice coroa. Mesmo assim, não tinha vez com Dunga que, aliás, elogiou o lateral após a vitória contra o Peru. Se não servia antes, por que serve agora?

Sofrer até o último minuto contra o Peru é a tradução perfeita do futebol ridículo que estamos jogando. Onze vitórias em 11 jogos jamais vão chegar aos pés do 7 a 1.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.