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Neymar corre risco de não jogar duas partidas das Eliminatórias 2018

Descaso da CBF deixa o craque na mão e pode prejudicar a seleção brasileira

Luiz Prosperi

23 de junho de 2015 | 21h49

A CBF se afunda cada vez mais. Não move uma palha para ajudar o Corinthians no escândalo da arbitragem na Libertadores e é surpreendida, veja bem, pela Conmebol no caso Neymar.

Por capricho ou incompetência a CBF deixou de entrar com recurso na Corte de Apelação da Conmebol para tentar diminuir a punição de quatro jogos imposta a Neymar pela expulsão no jogo contra a Colômbia. Deixou o craque ir embora do Chile e tocou a bola para frente, certa de que nada mais aconteceria.

Acontece que a Conmebol, uma instituição à beira do colapso após a devastadora investigação do FBI nas mazelas do futebol, foi notificada pela Fifa de que eventuais punições pendentes na Copa América teriam de ser cumpridas nas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa de 2018 que começam em outubro.

E assim, o Brasil corre o risco de ficar sem seu principal jogador logo nos primeiros dois jogos das Eliminatórias – a tabela ainda não foi divulgada. O craque tem de cumprir quatro jogos de suspensão na Copa América. Ficou fora de um (contra Venezuela) e vai ficar fora do segundo (contra o Paraguai) neste sábado. Restariam mais duas partidas a cumprir.

No caso de o Brasil vencer o Paraguai, teria a semifinal pela frente e a final ou a disputa do terceiro e quarto lugares. Nesta situação, a seleção jogaria mais duas partidas e Neymar estaria livre para disputar as Eliminatórias. Mas, se o Brasil for eliminado pelo Paraguai, o craque ficaria devendo ainda duas partidas de suspensão, portanto com a obrigação de cumprir nas Eliminatórias.

A CBF não prestou atenção nesse detalhe, imaginando que Neymar só cumpriria o restante de sua punição na próxima edição da Copa América.

Beira ao ridículo. O futebol brasileiro pede socorro.

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