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Neymar deixa seleção na Copa América por causa dos 7 a 1

Gilmar Rinaldi e Dunga usam exemplo da derrota do Brasil na Copa de 2014 para desligar o craque da seleção na Copa América

Luiz Prosperi

22 de junho de 2015 | 12h01

Neymar deixou a seleção brasileira nesta segunda-feira para não repetir na Copa América o que aconteceu nos dias que antecederam ao 7 a 1 na Copa do Mundo. A decisão de desligar Neymar agora partiu primeiro da comissão técnica da seleção, com apoio de líderes importantes, como Thiago Silva, dentro do grupo. Não teve peso na decisão a possível redução da pena, de 4 para 3 jogos, de um eventual recurso na Corte Disciplinar da Conmebol.

Havia a possibilidade, mesmo que remota, de Neymar ser punido por três jogos e assim ser liberado para jogar a final da Copa América, no caso de o Brasil chegar até lá. Mas a comissão técnica, com apoio da CBF, resolveu cortar, digamos, o mal pela raiz.

O que seria o mal? Resposta: a selecão continuar na órbita de Neymar, mesmo com o craque fora de combate. Sem Neymar, o Brasil pode ser campeão e aí louros a Dunga e seu colegiado e mais a CBF no pacote. Se o Brasil não for campeão, “lutamos até o fim sem o craque do time”.

Por isso o afastamento imediato de Neymar. Gilmar Rinaldi, diretor de seleções, já disse diversas vezes que Felipão e sua comissão técnica erraram na Copa ao permitir que os jogadores usassem o boné “Força Neymar” na chegada ao Mineirão pra enfrentar a Alemanha. Também condenou a atitude dos atletas que cantaram o hino nacional segurando a camisa 10 de Neymar naquele fatídico jogo contra os alemães.

Na visão de Rinaldi e Dunga, a sombra de Neymar após a lesão que sofreu contra a Colômbia na Copa do Mundo deveria ser apagada. Eles notaram que mais se falou de Neymar do que da Alemanha. Daí ao 7 a 1 foi um pulinho.

Com medo de a história se repetir agora na Copa América, decidiram pelo desligamento do craque. Na Copa de 2014, Neymar não tinha mais condição de jogar. Agora havia uma mínima chance de o jogador disputar a final da Copa América no Chile.

Já temos uma desculpa para a derrota e um elogio pronto para a vitória. Quanto a Neymar, perde uma chance de se firmar como líder de uma geração.

 

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