Neymar deveria pedir conselhos a Ronaldo Fenômeno
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Neymar deveria pedir conselhos a Ronaldo Fenômeno

Encrencado com a Justiça e investigado por sonegação fiscal, craque do Barça joga mal contra o Altético de Madrid

Luiz Prosperi

30 Janeiro 2016 | 15h08

neymarpai

Neymar jogou baleado o clássico deste sábado do Barcelona contra o Atlético de Madrid. Baleado no pé e na cabeça. Atuou no sacrifício, ainda sob os efeitos de um pisão no pé direito na partida passada. E se sentiu ainda mais prejudicado nos primeiros minutos do confronto contra o Atlético quando virou alvo das bordoadas da turma de Simeone. Até por isso, não passou de mero coadjuvante de Messi e Suárez na vitória do Barça por 2 a 1 diante de 94.900 torcedores no Camp Nou.

O problema de Neymar, porém, não está dentro do campo. A coisa aperta é fora dos gramados. Por incompetência de seu pai, o maior gestor de sua carreira, o craque já é alvo da Justiça no Brasil e na Espanha. Os promotores públicos daqui e de lá investigam o staff de Neymar pelos supostos crimes de sonegação fiscal e outros trambiques.

Neymar, a rigor, é o grande culpado por ter se metido nessa encrenca desnecessária. Caiu na conversa do seu pai, que ainda frequenta os subterrâneos do futebol no que ele tem de pior. Cercado de assessores sem lastro no mundo das finanças, Neymar pai imaginou que poderia tomar conta do cofre do menino. E agora vai ter de enfrentar os tribunais.

Em vez de ouvir seu pai, Neymar deveria procurar Ronaldo Fenômeno para uma conversa franca. Ronaldo vai contar a Neymar que desde os 16 anos cuida do seu “dinheirinho”. Seu primeiro salário, ainda quando era juvenil do São Cristóvão, do Rio, Ronaldo usou para comprar um forro para o sofá em que dormia no casebre da família em Bento Ribeiro, subúrbio carioca. Na verdade, ele queria comprar um sofá novo, mas o dinheiro só dava para o forro. Desde aquele dia, ele sempre tomou conta do seu cofre.

Quando Ronaldo virou o Fenômeno, seu patrimônio beirava a casa dos 400 milhões de dólares. Astro internacional, contratou o melhor escritório de advocacia e administração de empresas de Madri para cuidar de seus negócios. Gente do ramo. Ronaldo costumava frequentar o escritório quase todos os dias. Queria se inteirar de tudo e saber onde estava cada um dos seus cents de dólares. E até o fim de sua carreira poucos problemas teve com a Justiça.

Neymar, aos 23 anos, confia cegamente no seu pai. Pode pagar caro por isso. Ronaldo Fenômeno foi eleito melhor jogador do mundo três vezes – 1996, 1997 e 2002. Na primeira vez em que a Fifa o elegeu melhor do mundo, Ronaldo tinha 20 anos. Na segunda, estava com 21. Neymar, aos 23, ainda busca essa honraria.

Está na hora de ele ouvir mais o Ronaldo do que seu pai.