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Neymar, o mito

Luiz Prosperi

15 de agosto de 2011 | 16h42

Até o final de 2009, o salário de Neymar pago pelo Santos chegava a R$ 25 mil mensais. No início de 2010, deu um salto para R$ 175 mil. E no primeiro semestre de 2011 já alcança a casa de R$ 1,3 milhão. Estes valores foram divulgados pela mídia em geral – não são oficiais.

Neymar tem a sua imagem associada, diria vendida, à oito empresas – desde material esportivo até produtos higiênicos e energéticos. É disparado o nome mais procurado pelo marketing dos grandes conglomerados internacionais. Ainda não há um limite para o garoto do Santos.

Vira e mexe ele tem de cumprir agendas com seus patrocinadores, entre um treino e outro no seu clube. Figurinha carimbada na Seleção Brasileira, vive a pressão dos péssimos resultados da equipe sob a direção de Mano Menezes.

Neymar tem apenas 19 anos. Cresceu antes da hora. Tem tudo para ser um novo fenômeno do futebol. É explorado pelo Santos e Seleção. No campo, já desperta a desconfiança dos árbitros e dos adversários. Não por sua culpa, o time santista cai pelas tabelas e a Seleção não decola.

Todo este projeto de transformar o menino em um mito pode custar caro. Alguém vai pagar a conta mais tarde. Tomara que não seja o garoto. O futebol precisa de Neymar.

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