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O Brasil não acordou

Luiz Prosperi

24 de junho de 2013 | 09h42

O futebol brasileiro não progrediu, dentro e fora de campo. Nossos clubes continuam exportando os talentos ao mercado europeu e a seleção insiste em apostar no sofrimento em vez de arejar a sua bola.

Muito se falou do crescimento das receitas dos principais clubes do País e da expectativa de que não seria necessário vender nossos craques. Essa ladainha tinha como exemplo a engenharia financeira que o Santos havia feito para segurar Neymar.

De fato, as receitas aumentaram e muito. Mas as formas administrativas pararam no tempo. Só para ter como base os jogadores da atual seleção, vamos ver que Neymar, o maior de todos, foi vendido ao Barcelona antes mesmo de a Copa das Confederações começar. Fernando, volante do Grêmio, também bateu asas rumo ao futebol da Ucrânia. E Paulinho acaba de deixar o Corinthians para jogar na Inglaterra.

Caiu o número de “brasileiros” na seleção em menos de um mês. Dos 23 que Felipão havia convocado para a CC no dia 14 de maio, oito (Diego Cavalieri,Jefferson, Réver, Jean, Bernard, Jadson, Jô e Fred) ainda jogam aqui – antes eram 11, quase 50% do grupo.

No campo, prevalece o estilo Felipão com boa dose de Parreira. Uma mistura de pragmatismo e dor. As vitórias, que se desenham fáceis no início, se transformam em atos de agonia.

A seleção prima pelo futebol robusto em que cada lance tem de ser ferrenho em vez de épico. Prazer mesmo só quando Neymar inventa algo de diferente. E assim caminhamos rumo ao título da CC.

O nosso futebol de hoje ainda não se reencontrou. E o Brasil não acordou.

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