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O caso Petros e a sede de Carlos Miguel Aidar

Antes de ser picado novamente pelo prazer do poder, Carlos Miguel Aidar estava afastado do futebol. Aos domingos, preferia passear de iate com a família a frequentar os jogos no Morumbi

Luiz Prosperi

11 Setembro 2014 | 21h08

Difícil entender o que se passa no poder do futebol brasileiro. Veja o caso do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na punição a Petros, meia do Corinthians. No primeiro julgamento, pegou uma pena de 180 dias de suspensão por agressão ao árbitro Raphael Claus no clássico contra o Santos. No segundo julgamento, a punição caiu para três jogos e mais multa.

Deu para entender? Como o STJD, um segundo poder do futebol brasileiro, impõe a Petros um gancho de 180 dias e depois volta atrás? Ou os auditores não se entendem ou ninguém deve ser punido com penas longas. Cheira a um desrespeito às regras do jogo e ao torcedor que paga ingresso.

Outra história de que o poder move montanhas se deu no São Paulo. Carlos Miguel Aidar, conduzido à presidência do clube pelas mãos de Juvenal Juvêncio, se rebelou contra seu antecessor. Em discussão, o dinheiro. Aidar bateu em Juvenal sem dó. Destruiu o castelo do ex-presidente com palavras ao vento. E promete uma devassa nas entranhas do Morumbi.

Antes dessa desavença, Aidar foi o artífice da extensão do mandato de Juvenal, burlando as leis internas do São Paulo. Aliás, Aidar defendia Juvenal com unhas e dentes. E agora tem ao ex-presidente o desprezo.

Aidar comprou briga com Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, na polêmica contratação de Alan Kardec. Gasta cerca de R$ 10 milhões/mês para bancar o futebol do São Paulo. E quer mais. Quer se tornar o cartola mais influente do futebol brasileiro e por isso não tem limites para dar a Muricy Ramalho as melhores opções do mercado na montagem do time para ser campeão de tudo.

Antes de ser picado novamente pelo prazer do poder, Carlos Miguel Aidar estava afastado do futebol. Aos domingos, preferia passear de iate com a família a frequentar os jogos no Morumbi. Não queria saber do jogo da bola, muitos menos da política do clube. As tardes de domingo ao sabor das àguas eram sagradas,

O futebol tem mistérios difíceis de se explicar.