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O drama do Corinthians

Luiz Prosperi

19 de abril de 2011 | 22h43

O drama de Adriano é o mesmo do Corinthians. O atacante vai ficar cinco meses sem jogar, após a cirurgia de recomposição do tendão de Aquiles do pé esquerdo. Sem o Imperador, o clube vai ter de se virar para achar um outro artilheiro no escasso mercado de goleadores.

Tem ainda outro detalhe nesta trama. Por contrato, o Corinthians tem de pagar R$ 300 mil mensais de salários ao Imperador, mesmo com o gigante fora de combate.

É um dinheiro alto que o clube e patrocinadores não podem repassar a outro jogador, que deve ser contratado para ocupar a vaga de Adriano.

Dia desses, Luís Rosemberg, diretor de marketing do Corinthians, quase um encantador de serpentes para atrair investidores dispostos a bancar os mega-reforços para o Timão, disse que o DNA do clube é de grandes contratações.

Sem Adriano, cofre vazio, como o senhor Rosemberg pensa em solucionar esta equação e preencher a vaga no time? Não há no mercado jogadores do quilate do Imperador dando sopa por aí.

Pior que o tempo escorre rápido e Tite precisa de um atacante de peso, no bom sentido. Rosemberg precisa abrir a sua caixa de mágica, soprar o pozinho e reforçar o time imediatamente.

Coincidência ou não, o substituto de Adriano pode alimentar ainda mais a apimentada rivalidade entre Corinthians e São Paulo. Basta Rosemberg anunciar que  para o lugar do Imperador o alvo é o uruguaio Diego Forlán.

DE PRIMEIRA
“Vocês precisam de mais alguma coisa? Querem um outro jogador?”
Por Giani Grisendi, presidente da Parmalat no Brasil, em 1993, aos conselheiros do Palmeiras após contratar Edmundo, Roberto Carlos, Edílson, Mazinho, Antônio Carlos e Zinho.

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