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O futebol tem um novo Deus: Lionel Messi

Argentino pulveriza o Baryern de Pep Guardiola e se torna um imortal no mundo da bola

Luiz Prosperi

06 de maio de 2015 | 19h48

Lionel Messi não existe. É uma criação de algum gênio amante do futebol. Impossível um ser humano normal fazer com a bola o que Messi faz. É sobrenatural. Daqueles de assombrar os céticos, domar os rebeldes. É um encantador de serpentes. Uma comunhão dos talentosos com a humildade dos coadjuvantes. Um cínico diante dos seus implacáveis marcadores.

Quem não concorda com essas teses, por favor recorra ao vídeo do segundo gol que ele marcou no Bayern de Munique, nesta quarta-feira. De uma só vez, o argentino baixinho deitou Boateng, literalmente caído com a boca na grama, e desconjuntou o intransponível Neuer. Gol de antologia, a divertir os apaixonados por futebol décadas e décadas. Gol da galeria dos imortais.

Pena que essa obra-prima tenha sido erguida diante de outro catedrático do mundo da bola, Pep Guardiola. Aliás Guardiola é um dos mentores de Messi. Ele sabia muito bem que seu Bayern desceria ao inferno diante de Messi. Não por acaso, fechou os olhos e franziu a testa quando o gênio, após destruir o Bayern com dois gols, ainda serviu Neymar para marcar o terceiro na contundente vitória do Barça por 3 a 0 no jogo de ida das semifinais da Liga dos Campeões.

Guardiola, nos seus tempos de chefe do Barcelona, havia transformado Messi em uma fábrica de gols. Ontem, ele teve o desprazer de enfrentar a sua criatura. Sina de quem habita a galáxia do futebol. Uma hora dessas, teria de encontrar a estrela maior da constelação. E olha que Guardiola se dava por satisfeito por seu time ter controlado o gênio até os 30 minutos do segundo tempo. Sair do Camp Nou sem levar um gol do trio MSN (Messi-Suárez-Neymar) era uma dádiva.

Pobre Guardiola. Aos 32, Messi apareceu marcando o primeiro gol, com expressiva colaboração de Daniel Alves. Depois, engatou o segundo gol, aquele dos gênios importais. E fechou a conta com o passe para Neymar.

É bem provável que Guardiola não terá uma noite tranquila de sono. Vai acordar a cada minuto com um pesadelo… “Messi, Messi… Cadê?”

Desde a pré-história do futebol se diz que alguns deuses habitam os estádios ou passam por eles aos domingos e quartas-feiras. Pois bem, nesta quarta, dia 6 de maio, Deus esteve de corpo e alma no Camp Nou. Deus, mas pode chamar de Lionel Messi.

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